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Símbolos da Jornada da Juventude entram em Viseu no domingo

Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) vão entrar na diocese de Viseu no domingo, depois de cumprirem um mês de peregrinação na diocese da Guarda.

A Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani serão entregues a uma representação da diocese de Viseu, com elementos dos setores juvenis dos movimentos católicos existentes naquela diocese, na Sé da Guarda, em cerimónia marcada para as 11:00 de domingo, informou à agência Lusa o diretor da Pastoral Juvenil de Viseu, Fernando Chapeiro.

Quando os símbolos chegarem a Viseu, o que se prevê para as 15:00, será feito o percurso entre a Câmara Municipal e a Sé Catedral, com a cruz e o ícone a serem transportados por escuteiros, adiantou aquele responsável.

“Teremos animação musical e discursos das individualidades presentes. Serão benzidas cruzes/logo da JMJLisboa20233 para entregar a cada paróquia. Teremos um tapete de flores com o logo da JMJLisboa2023. Haverá eucaristia pelas 18:30 e pelas 20.30 uma oração com cânticos de Taizé”, acrescentou.

Os símbolos – a Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani – estarão em cada diocese nacional até à realização da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 (JMJLisboa2023) cerca de um mês e a última a recebê-los será Lisboa.

Estes símbolos estiveram já, desde meados de 2021, em Angola, na Polónia e em Espanha, bem como nas dioceses portuguesas do Algarve Beja, Évora, Portalegre-Castelo Branco e Guarda.

Até ao final de abril estarão na diocese de Viseu.

Tradicionalmente, nos meses que antecedem cada JMJ, “os símbolos partem em peregrinação para serem anunciadores do Evangelho e acompanharem os jovens, de forma especial, nas realidades em que vivem”, informou a organização da Jornada.

Com 3,8 metros de altura, a Cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a Cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou a quase 90 países.

“Foi transportada a pé, de barco e até por meios pouco comuns como trenós, gruas ou tratores. Passou pela selva, visitou igrejas, centros de detenção juvenis, prisões, escolas, universidades, hospitais, monumentos e centros comerciais. No percurso, enfrentou muitos obstáculos: desde greves aéreas a dificuldades de transporte, como a impossibilidade de viajar por não caber em nenhum dos aviões disponíveis”, segundo uma nota sobre a JMJLisboa2023, acrescentando que “em 1985 esteve em Praga, na atual República Checa, na altura em que a Europa estava dividida pela cortina de ferro, e foi aí sinal de comunhão com o Papa”.

“Pouco depois do 11 de setembro de 2001, viajou até ao Ground Zero, em Nova Iorque, onde ocorreram os ataques terroristas que vitimaram quase 3.000 pessoas. Passou também pelo Ruanda, em 2006, depois de o país ter sido assolado pela guerra civil”.

Já o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços, tem 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, e está associado a uma das mais populares devoções marianas em Itália.

“É antiga a tradição de o levar em procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças ou pôr fim a pestes. O ícone original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e é visitado pelo Papa Francisco que ali reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica”.

Entretanto, a preparação da Jornada Mundial da Juventude que em 2023 se realizará em Portugal passará também por Santiago de Compostela, onde entre 03 e 07 de agosto se realizará a Peregrinação Europeia de Jovens.

A JMJLisboa2023, para a qual são esperados mais de um milhão de jovens de todo o mundo, decorrerá nos terrenos da margem do rio Tejo, ao norte do Parque das Nações, e será encerrada pelo Papa.

Inicialmente prevista para o verão de 2022, a iniciativa foi adiada um ano, devido à pandemia de covid-19.

 

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