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Covid-19: Misericórdias de Viseu exigem “já a vacinação” para evitar segundos surtos

O presidente do secretariado regional de Viseu da União das Misericórdias disse que “não faz sentido” manter a decisão de não vacinar quem já teve covid-19, porque pior que ter um surto, é ter dois.

“Pior que ter um surto é ter dois surtos e, no fundo, há aqui uma dupla penalização das pessoas que estiveram infetadas, porque a partir do momento em que há possibilidade de haver um segundo surto, não faz sentido manter esta decisão de não vacinar”, alertou José Tomás.

O também provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mangualde disse à agência Lusa que o distrito de Viseu tem “564 pessoas por vacinar, 270 utentes e 294 colaboradores, e na sua generalidade por terem tido covid-19, mas estão à beira de atingir o ciclo de 180 dias de imunidade”.

“Não tenho dúvidas nenhumas que as entidades estão a olhar para isto, mas é muito preocupante e, por isso, devem iniciar já a vacinação destas pessoas” nas instituições, exigiu José Tomás.

O presidente do secretariado regional de Viseu da União das Misericórdias apelava à urgência na vacinação, tendo em conta o caso que se tornou hoje público, em Setúbal, “em que utentes e colaboradores de um lar são reincidentes com covid-19”.

“Conjugando isto com o recente relatório que saiu, que diz que a imunidade se perde, ou há evidências científicas que a partir dos 90 dias há uma diminuição de defesas para fazer face a este problema, então significa que isto é urgente ser resolvido”, alertou.

Segundo o responsável, os casos “mais preocupantes” por vacinar no distrito de Viseu, e no universo das misericórdias, são: Vouzela, com 74 utentes e 46 colaboradores (120), Mangualde, com 65 utentes e 35 colaboradores (100), Castro Daire, com 30 utentes e 69 colaboradores (99), Santa Comba Dão, com 30 utentes e 46 colaboradores (76), e Cinfães, com 26 utentes e 40 colaboradores (76).

“Estas Misericórdias que elenquei representam o maior número de pessoas (471) por vacinar e onde houve maior surtos que foram duríssimos como aqui em Mangualde, em que foram muitas horas, durante dias, nas instituições para salvar vidas”, lembrou.

José Tomás avisou que “passar por uma situação destas, outra vez, seria dramático” e, neste momento, “e tendo em conta o que aconteceu em Setúbal, “não há razão para continuar neste finca-pé e estar à espera dos 180 dias, porque eles estão mesmo aí”.

O provedor disse ainda que “há também uma grande pressão por parte dos familiares e da comunidade junto das instituições, que exige respostas para esta falta de vacinação, tendo em conta que se trata de população vulnerável”.

Este responsável disse ainda à agência Lusa que as 24 Misericórdia do distrito de Viseu apoiam, em conjunto, 9.614 pessoas por dia e, para isso, contam com 2.480 colaboradores.

 

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