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Viseu: projeto internacional sobre a vinha inicia debates sobre alterações climáticas

O projeto MedCliv, financiado em mais de um milhão de euros, envolve seis países do Mediterrânico e iniciou hoje a segunda fase, em Viseu, com o primeiro encontro institucional para debater os problemas relacionados com as alterações climáticas.

“Das principais preocupações fazem parte problemas de redução de produção, aumento do teor alcoólico do vinho, problemas de seca e de como combater a falta de água, o stress hídrico”, por exemplo, explicou a coordenadora nacional do projeto.

Luísa Ferreira, professora na Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa, coordena em Portugal o projeto MedCliv, financiado em mais de um milhão de euros pelo consórcio fundador e que envolve também Espanha, França, Itália, Eslovénia e Chipre.

“É um projeto que pretende que os elementos ativos do vinho e da vinha se consciencializem e adotem políticas e soluções que lhes permitam ser mais resilientes às alterações climáticas”, adiantou.

Esta responsável explicou que o projeto teve início em outubro de 2019 com a elaboração de um inquérito enviado aos participantes dos seis países do mediterrânico “para que pudessem identificar, não as necessidades que a Academia identifica como as necessidades do setor, mas as necessidades que o setor tem”.

“A segunda maior preocupação a médio longo prazo que aparece no inquérito é precisamente o problema das alterações climáticas e, por isso, queremos também saber que necessidades tem o setor do vinho e da vinha, e como sente o problema das alterações climáticas”, acrescentou.

Perante este resultado ao inquérito, que contou com a participação de 52 elementos ativos do setor em Portugal, teve início hoje a segunda fase do projeto com o primeiro encontro institucional nacional, transmitido pela internet a partir do Solar do Vinho do Dão, em Viseu.

“Agora entra a fase da participação do setor, a segunda e terceira fase são em simultâneo, ou seja, encontros mais institucionais como o de hoje, de âmbito nacional, e os encontros locais que vão decorrer ao longo deste ano e nos próximos dois anos”, precisou.

Estas sessões vão “ajudar a criar sessões participativas em que elementos do setor menos alertados possam estar nessas sessões e que sejam dirigidas exatamente aos problemas das pessoas”.

“Queremos que nas sessões surjam soluções de várias partes, da academia ou de produtores, que permitam aumentar a resiliência dos produtores e dos elementos do setor”, assumiu a coordenadora do projeto em Portugal.

Luísa Ferreira admitiu ainda que, após a conclusão do projeto, que se prevê que aconteça em setembro de 2022, “haja transferência de conhecimento”, dos vários projetos que vão acontecendo, nomeadamente de investigação, nas diversas regiões dos países envolvidos.

“A transferência do conhecimento é fundamental para que não fique numa pequena camada, nos especialistas, e que seja transferido para os verdadeiros elementos ativos do setor, para quem trabalha o vinho e a vinha”, defendeu.

Luísa Ferreira considerou ainda que esta partilha de informação deve ser vista nos dois sentidos, ou seja, “não só fazer chegar soluções de vários elementos da cadeia aos utilizadores, mas também que os utilizadores façam chegar os seus problemas específicos ao projeto para que cheguem aos decisores”.

O presidente da Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Dão, Arlindo Cunha, anfitrião deste primeiro encontro, elogiou o projeto pela partilha de conhecimento e pela “preocupação em fazer chegar a ciência aos seus utilizadores”.

 

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