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Vida e obra de Marguerite Duras em espetáculo que se estreia em Viseu

O percurso e o legado da escritora, cineasta e dramaturga francesa Marguerite Duras estão em destaque na última criação do ciclo “A importância de ser”, de Miguel Bonneville, que se estreia em novembro, no Teatro Viriato, em Viseu.

No âmbito do ciclo “A importância de ser”, iniciado em 2013 e que agora finaliza, Miguel Bonneville tem refletido sobre a vida e obra de artistas e pensadores que influenciaram o seu percurso.

No espetáculo de dia 05 de novembro, Miguel Bonneville homenageia Marguerite Duras, considerada uma das mais importantes vozes do feminismo na literatura do século XX e que influenciou o seu trabalho desde o início.

“Começou tudo por quase uma casualidade de eu mostrar algumas coisas que estava a escrever, na altura em que tinha entrado para a escola de teatro, a uma colega minha, e ela fazer uma espécie de associação daquilo que eu tinha escrito com a obra da Duras, que eu nunca tinha lido”, contou Miguel Bonneville.

Isso aconteceu “por volta dos 15, 16 anos” e, depois de o artista ter comprado o “Amante”, sentiu “um arrebatamento muito forte”. A partir daí, não parou de ler as obras de Duras.

“O trabalho dela foi aquilo que mais me influenciou até hoje. E, por isso mesmo, sempre tive muita reticência em pensar sequer em pegar na obra dela para fazer fosse o que fosse”, admitiu.

O ciclo “A importância de ser” começou com António de Macedo e seguiu com Simone de Beauvoir, Agustina Bessa-Luís, Paul Preciado, Georges Bataille e Alan Turing.

Segundo Miguel Bonneville, quando estava a trabalhar na criação dedicada a Georges Bataille, como eram amigos, voltou a um texto que Duras tinha escrito sobre ele.

“A partir, daí pensei que não podia acabar este ciclo de espetáculos sem lhe fazer esta homenagem”, acrescentou.

Surgiu então um espetáculo “habitado por corpos que se questionam sobre o amor até aos limites da loucura, que se ouvem, mas não são vistos, e vice-versa”, revelando “uma forma particular de apropriação da obra de Duras”.

Para o Teatro Viriato, este espetáculo está “inevitavelmente assente numa indistinção entre arte e vida”, mostrando “um estado de reflexão literal e figurativo”, no qual “o drama inteiro está nas palavras e o corpo é impassível”.

“Bonneville, a partir do cruzamento entre escrita, vídeo e som, e do seu habitual experimentalismo, procura uma libertação através de ideias que rondam a morte”, acrescentou.

Coproduzido pelo Teatro Viriato, Teatro do Silêncio e Theatro Circo, o espetáculo tem interpretação de Bruno Senune, Oak Kristopher e Tânia Pena, vozes de Afonso Santos e Vanda Cerejo, música original de Rodrigo Duran e sonoplastia e desenho de som Mestre André.

Lusa

 

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