Home / Notícias / Sernancelhe identifica produtos endógenos para a valorização e internacionalização

Sernancelhe identifica produtos endógenos para a valorização e internacionalização

A Câmara de Sernancelhe, a Associação Comercial e Industrial e a Associação Sementes da Terra, identificaram seis produtos endógenos e estão a apostar na sua valorização e internacionalização.

“Há três linhas de ação importantes para, de uma forma generalizada, todos os produtos: a valorização do produto como imagem, de como prepará-lo e tê-lo em plataformas ‘online’ para a sua venda e a internacionalização do produto”, adiantou Armando Mateus, vereador da câmara de Sernancelhe.

A ideia surgiu, após a apresentação do estudo “Setor Agroalimentar de Sernancelhe, Diagnóstico e Perspetivas de Futuro”, desenvolvido no âmbito do “Projeto Crescer+Inovador” da Associação Comercial e Industrial de Sernancelhe (ACIS), da autarquia e da Associação Sementes da Terra.

Segundo Armando Mateus, “Hoje, só os mercados nacionais não chegam, ainda que a grande parte destes produtores se confinem aos certames locais e muito à festa da castanha, que é um mercado e uma porta para centenas e milhares de visitantes, e é neste evento que são escoados grande parte dos produtos, mas o vereador salienta que é preciso passar para o mercado da saudade”.

Armando Mateus considerou que o “mercado da saudade é sem dúvida um potencial” e adiantou que no concelho “já existem alguns grandes produtores que comercializam grande parte destes produtos para os países da saudade”, faltando trabalhar os pequenos e médios produtores.

O vereador diz que, “está a ser trabalhada com a associação uma aplicação que pode ser descarregada onde se encontram todos os produtos endógenos, quais são os locais de venda, quais os valores, ou seja, é uma plataforma para promover estes produtos”, ao todo seis.

São eles: a castanha, que “é a imagem de marca e o produto de referência” no município que alberga “a maior mancha de castanheiro de variedade martaínha” e o mel produzido através da flor do castanheiro.

A vinha, mais propriamente a uva, para a produção do “famoso e reconhecido espumante Terras do Demo” e, segundo o autarca, Sernancelhe “produz uma média de 65% da uva” usada na produção.

A maçã de altitude, “que se encontra em zona do vale encostado pela margem toda do rio Távora, onde estão as maiores áreas de vinha e de pomar, pomar de maçã de altitude” e o azeite que “cada vez mais ganha terreno e área de cultivo”.

O Queijo da Lapa que está associado ao Santuário da Nossa Senhora da Lapa, “já com uma tradição secular, numa zona de montanha, sendo uma zona de pastorícia e acabou por resultar num queijo de mistura” e que “ganhou expressão junto dos peregrinos e visitantes ao santuário” e que é, no entender de Armando Mateus, “ é um produto com um potencial enorme” e com “um grande trabalho ainda para fazer, porque apenas três produtores estão certificados”.

 

Pode ver também

Encerramento do ano letivo da Universidade Sénior de  Sátão teve casa cheia

Decorreu no dia 21 de junho de 2026, no Cineteatro Municipal de Sátão, o Encerramento …

Comente este artigo