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Secretário-geral da FENPROF disse em Viseu, luta continua se não houver respostas

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) afirmou hoje que, caso não haja respostas do Ministério da Educação para os problemas dos professores, a luta dos professores vai continuar no próximo ano letivo.

“O próximo ano letivo será do género deste ou até mais [intenso]. Aconteceu de tudo este ano: manifestações, greves, acampamentos, caravanas, concentrações. O que ficou a faltar foi respostas e soluções por parte do Ministério”, disse Mário Nogueira, que falava à agência Lusa junto à Escola Básica Nuno Álvares, em Carregal do Sal, no distrito de Viseu.

No agrupamento a que aquela escola pertence é esperado que hoje não ocorra “uma única prova de aferição” do 1.º ciclo, face à greve marcada para estas provas, nota Mário Nogueira, que espera uma adesão igual ou superior à da greve de dia 15, em que estima que mais de 600 escolas não realizaram as provas de aferição daquele ciclo de ensino.

No caso das provas de aferição do 1.º ciclo, não há serviços mínimos decretados, ao contrário do que acontece nas avaliações finais do 9.º, 11.º e 12.º anos.

“O Ministério [da Educação] está a tentar esvaziar os efeitos da luta dos professores com este recurso a estes expedientes [serviços mínimos], mas esses expedientes podem disfarçar a greve, podem disfarçar o protesto, mas não o esvaziam”, vinca Mário Nogueira, acusando o Governo de continuar a “não dar ouvidos aos professores”.

Face à ausência de soluções para a melhoria das condições dos professores e para a atração de novos docentes, Mário Nogueira considera que o próximo ano letivo será “um novo ano de luta”.

Segundo o secretário-geral da Fenprof, as diversas organizações sindicais “têm estado a reunir” e deverão decidir nos primeiros dias de julho sobre o que fazer no próximo ano letivo.

Mário Nogueira aponta para vários dados que demonstram o problema que se vive nas escolas portuguesas, como os cerca de 30 mil alunos que tiveram largos períodos sem professor ao longo do presente ano letivo (em 2021/2022 terão sido entre “20 e 25 mil alunos”), ou o recurso a cerca de três mil professores não profissionalizados (pessoas com habilitação científica, mas sem formação pedagógica).

Se cada um desses professores deu aulas a uma média de 100 alunos, serão 300 mil crianças e jovens que, ao longo de todo o ano, “não tiveram aulas com professores devidamente profissionalizados”, alerta.

Mário Nogueira chama ainda a atenção para o concurso de vinculação dinâmica, com vagas para 8.200 professores, mas que ficou “com mais de duas mil vagas por preencher”.

“A responsabilidade é do Governo e o Governo, no seu todo, não tem a educação como prioridade”, criticou.

Lusa

 

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