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Requalificação do IP3 não passa de uma “falsa promessa” diz oposição

O PS anunciou, no parlamento, que as obras de requalificação do Itinerário Principal (IP) 3, que liga Viseu a Coimbra, estão para breve, num investimento de 134 milhões de euros, suportados pelo Orçamento do Estado (OE).

O deputado do PSD Pedro Alves, recomendou ao Governo a transformação daquela via rodoviária numa autoestrada, como possível solução.

No Parlamento o deputado social-democrata sublinhou que ao fim de quatro anos de governação socialista, o IP3, está pior.

Na intervenção do PCP, a deputada Ana Mesquita apontou para a degradação e para a falta de sinalização no IP3, propondo a introdução de quatro faixas de rodagem, de modo a combater a sinistralidade e reforça a ideia de uma autoestrada sem custos para o utilizador.

Heitor de Sousa, deputado do Bloco de Esquerda considerou que o projeto de resolução dos Bloquistas tem por base a requalificação de todo o Itinerário Principal e não deverá ter portagens questionando também o Governo, qual a percentagem prevista de requalificação do IP3 em perfile de autoestrada.

O deputado dos Verdes José Luís Ferreira declarou também que não devem ser implementadas portagens no IP3. “Os Verdes trazem uma iniciativa legislativa para que o Governo proceda a uma requalificação do IP3, com duas faixas, corredores ecológicos e que não sejam aplicadas portagens”.

Hélder Amaral, deputado do CDS referiu que os utilizadores do IP3 foram mais uma vez enganados e as iniciativas legislativas aprovadas “não vão resultar em coisa nenhuma”.

No troço entre Penacova e a Foz do Dão será efetuada uma profunda reabilitação realçou o deputado socialista, é um investimento de 134 milhões de euros totalmente suportados pelo Orçamento do Estado, aplicado ao longo de 75 quilómetros”, disse Pedro Coimbra, adiantando que foi na passada quarta-feira publicada a portaria de extensão de encargos da obra da via entre Penacova e Foz do Dão em Diário da República.

Na sessão plenária, o socialista alertou que são “necessárias intervenções” no pavimento, nos nós de acesso, nos taludes, nas águas pluviais, nos separadores centrais e na sinalética, relembrando que, em 2018, o Governo apresentou “uma solução digna e adequada que mereceu um amplo apoio entre utentes, associações empresariais, autarcas e partidos políticos”.

De acordo com Pedro Coimbra, a solução apresentada para o IP3 implica a passagem a autoestrada sem portagens do troço entre Coimbra e Penacova e do troço entre a Foz do Dão e Viseu.

Na reunião plenária, foram ainda apreciadas duas petições apresentadas pela Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 e por responsáveis de associações empresariais e comerciais e da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões.

 

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