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Rede de Cidades CENCYL discute em Viseu desafios de florestas urbanas

A Rede de Cidades CENCYL, que reúne urbes portuguesas e espanholas, discute esta sexta-feira os desafios das florestas urbanas depois de terem apresentado hoje um resumo do trabalho realizado nos 10 anos de existência.

“A floresta urbana de Viseu é rica em extensão e também em qualidade e estamo-nos a preparar para a valorizar e aumentar. A breve prazo teremos mais um parque urbano que conquistámos”, disse o presidente da Câmara Municipal de Viseu.

Fernando Ruas referia-se à mata do Serrado que, “deverá estar disponível no próximo dia 01 [de junho]” e que se situa no centro da cidade de Viseu, tendo sido no passado uma quinta privada.

Uma mata que se junta a “um corredor verde que circunda a cidade que tem o Parque Urbano de Santiago, o Parque Urbano da Aguieira, o Parque da Cidade, a Cava de Viriato, a mata do Fontelo, o parque linear do [rio] Pavia, ou seja, uma coroa circular”.

O autarca falava na receção nos Paços do Concelho aos autarcas da Rede de Cidades CENCYL que é composta por Viseu, Almeida, Aveiro, Coimbra, Figueira da Foz, Guarda (Portugal) e Ciudad Rodrigo, Salamanca e Valladolid (Espanha).

Esta sexta-feira os autarcas discutem a “Floresta Urbana! Que desafios?”, tema integrado no projeto “Transição Verde CENCYL”, na altura, 2023, em que a rede celebra dez anos da assinatura do convénio que criou oficialmente o organismo de cooperação territorial.

“Estas nossas cidades têm hoje uma configuração de vida citadina que não tem nada a ver com o que tinham no passado e eu não tenho dúvida nenhuma que a rede das cidades CENYL foi um impulsionador para que isso acontecesse”, assumiu a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro; Isabel Damasceno.

À agência Lusa, esta responsável admitiu que “deverá haver dinheiro de fundos europeus” para os projetos urbanos que Fernando Ruas tinha pedido no seu discurso, “porque sem apoio financeiro não se conseguem concretizar as florestas urbanas”.

“Os fundos que temos ao dispor estão, precisamente, vocacionados para dar respostas nestas áreas, portanto, naturalmente, os projetos que vão ser apresentados por parte das cidades portuguesas, e naturalmente em Espanha não será diferente, vão de encontro a estas prioridades definidas”, assumiu.

Na receção de boas vindas, Isabel Damasceno lembrou que Almeida, do distrito da Guarda, foi a última cidade e integrar a rede que tem “cerca de um milhão de habitantes e estende-se por 2,600 quilómetros quadrados”.

“Congrega importantes entidades do sistema científico e tecnológico com cerca de 200 mil alunos, nestas duas regiões” Centro de Portugal e Castela e Leão, em Espanha, descreveu Isabel Damasceno.

A rede, continuou esta responsável, tem ainda “parte significativa do património cultural e natural diversificado, bem como recursos turísticos que atraem mais de dois milhões de turistas anualmente”.

“É uma rede que, numa diagonal ibérica de cerca de 500 quilómetros, inserida num corredor europeu de transporte atlântico e pelo que foi referido, não temos dúvidas que a teia de relações que partilhamos serve de motor para o desenvolvimento deste território”, defendeu.

Isabel Damasceno referia-se à intervenção de um membro da secretaria técnica da Rede de Cidades CENCYL, José Maria Perla, que iniciou a sessão a apresentar o trabalho mais relevante dos 10 anos de existência do organismo

 

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