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Projeto quer salvaguardar canto polifónico feminino na região de Lafões

Para salvaguardar o polifónico feminino, os municípios de Lafões acolhem oficinas de canto. As inscrições vieram de mulheres de todas as idades, “desde os quatro anos até aos mais de 70”.

Os municípios de Lafões acolhem oficinas de canto polifónico feminino na próxima semana, antes de quatro concertos, um em cada um dos concelhos, com o intuito de salvaguardar esta tradição, disse esta sexta-feira o coordenador do projeto.

“Queremos fazer passar a tradição do canto polifónico das gerações mais velhas para as mais novas, nos quatro municípios envolvidos — Vouzela, São Pedro do Sul, Oliveira de Frades e Sever do Vouga —, que é também a região onde o canto polifónico feminino tem mais expressão e a ideia é ele não desaparecer”, sublinhou Paulo Pereira.

O coordenador e diretor artístico do projeto adiantou, em declarações à agência Lusa, que a organização recebeu inscrições, para as oficinas, que decorrem na próxima semana, de mulheres de idades “muito distintas, desde os quatro anos até aos mais de 70”.

“A média de idades está nos 37 anos, mas, abaixo dos 30, há mais de 20 pessoas, portanto, diria que, para o costume destes cânticos, é um grupo bastante jovem“, realçou Paulo Pereira, destacando que “a maioria destas mulheres sabe de música”.

“As oficinas contam com a dinamização de quatro cantoras profissionais que têm o intuito de, por um lado, facilitar a aprendizagem e, por outro, ensinar técnicas de canto às participantes”, explicou.

No fundo, acrescentou, “vão aprender a conhecer a sua voz e a técnica base do cântico tradicional português” e, para isso, contam com a “ajuda das cantoras profissionais” Celina da Piedade, Joana Negrão, Carmina Repas Gonçalves e Teresa Campos.

O canto polifónico feminino “é uma prática muito curiosa porque, basicamente, toda e qualquer canção era cantada com a potencialidade de ser polifónica” e a título de exemplo, Paulo Pereira indicou “músicas de igreja, de trabalho, de bailarico ou outras, como a “Ponha aqui o seu pezinho” ou “Papagaio loiro””.

“Ou seja, é uma forma de cantar e não uma prática isolada, era a forma de cantar da região. Com estas características de três vozes, que é bastante particular, é restrita a Lafões e, depois, eventualmente há outros sítios na Beira ou de Trás-os-Montes que também tem a prática, mas conta tanta expressão” que “a região de Lafões é a mais importante”, sublinhou.

Estas cantadas, acrescentou Paulo Pereira, “mesmo no meio mais folclórico, são vistas como em desuso, antigas, que as senhoras desafinavam, etc., e a ideia é recuperar e até dar-lhes alguma modernidade“.

“Este ano vamos fazer as cantadas como elas são, sem qualquer alteração, mas, para um segundo ano, há vários compositores convidados para reinventarem as cantadas, ou seja, haverá um ensaio de cantadas modernas, também com base em poetisas portuguesas“, revelou.

Para já, estão agendados quatro concertos para 21 e 22 de agosto em Sever do Vouga e Vouzela, respetivamente, e para o fim de semana de 11 e 12 de setembro, em Oliveira de Frades e São Pedro do Sul.

 

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