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Monitorização do Douro Património Mundial feita por drone e por satélite

A monitorização do Douro Património Mundial faz-se hoje também com recurso a drones e a fotografia aérea e vai passar a usar informação obtida de satélite, no âmbito de um projeto anunciado em Lamego.

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), António Cunha, explicou que uma das missões desta instituição, que é a gestora do Património Mundial da UNESCO, passa pela monitorização das áreas, dos equilíbrios e evolução da vinha, floresta, espaço agrícola e até da extensão dos muros de xisto de pedra posta.

“Isso já foi feito de um modo manual, agora é feito com auxílio a drones e fotografia aérea, dados que depois são recolhidos pelos sistemas digitais. E estamos agora a lançar um projeto de utilização de informação satélite para ter uma visão ainda mais global e sistemática e poder monitorizar muito regularmente aquilo que está a acontecer” salientou António Cunha.

O objetivo passa por uma recolha de informação “mais rápida e mais fiável” e representa um passo “ao encontro do futuro”.

“Acredito nesse futuro e é esse também o meu voto para os próximos 20 anos do Douro Património Mundial, no coração deste nosso imenso Norte”, salientou, no decorrer da cerimónia evocativa do 20.º aniversário do ADV, que decorreu, em Lamego.

À agência Lusa o presidente da CCDR-N afirmou que “não há, neste momento, nenhum `dossier` que provoque alguma preocupação” relativamente à classificação do Alto Douro Vinhateiro (ADV).

“O investimento no Douro certamente é bem-vindo e é preciso, mas será analisado caso a caso, de acordo com a sua importância e os objetivos com que estamos comprometidos e com o modelo de desenvolvimento que nós e as demais entidades envolvidas, nomeadamente os municípios, pretendem para o Douro” frisou.

Na sua opinião, no Douro “as palavras responsabilidade e serenidade devem ser as palavras-chave porque é um assunto que tem que ser tratado de um modo delicado, sem extremismo e sem exageros”.

“Absolutamente no respeito dos quadros legais vigentes e os compromissos internacionais que temos e a vontade indiscutível de preservar este património”, frisou.

Quanto a novas construções no Património Mundial referiu que estas têm que respeitar “a ideia de um Douro equilibrado”, porque este território é uma “obra do homem” que foi feita “com muita subtileza e equilíbrio”.

“É isso que tem que ser respeitado e é certamente com isso que estamos comprometidos”, frisou.

O programa das comemorações do Douro Património Mundial arranca hoje e inclui a realização de mais de uma centena de iniciativas até 14 de dezembro de 2022.

Trata-se de uma iniciativa da CCDR-N que agrega várias instituições que atuam no ADV, nomeadamente a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro, a Direção Regional de Cultura, a Direção Regional de Agricultura e Pescas, o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, a Entidade Regional do Turismo do Porto e Norte, a Liga dos Amigos do Douro Património Mundial, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Museu do Douro e o Museu do Côa.

“Demos, de forma simples e ágil, um sinal inequívoco de que as instituições da região sabem cooperar e trabalhar em conjunto”, salientou António Cunha.

Para o responsável, a “evolução positiva da intervenção articulada dos poderes públicos no território do Douro Vinhateiro, nos últimos 20 anos, e em especial na última década, é a demonstração de uma nova cultura de trabalho, que substitui uma lógica solitária por uma malha efetiva de um coletivo”.

“Cultura de trabalho que aguarda aprofundamento, maturidade e consumação na reforma da regionalização, processo que tão felizmente voltou muito recentemente a entrar na agenda do país”, acrescentou.

 

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