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Mariana Mortágua exige condições no Mercado dos Produtores em Viseu

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) exigiu hoje melhores condições no Mercado dos Produtores de Viseu, onde os vendedores relatam problemas como a deterioração de produtos devido ao calor, além de desigualdade no acesso a serviços.

“Quando nós falamos sobre o interior e a importância do interior, a importância de apoiar o comércio local, a produção local, isso significa dar condições a quem produz para poder vender os seus produtos e não é isso que nós vimos neste mercado”, disse.

Mariana Mortágua falava aos jornalistas no final de uma visita ao Mercado dos Produtores de Viseu, cidade onde o partido realiza a ‘rentrée’, entre 08 e 10 de setembro, e onde hoje a coordenadora fez uma visita de “antecipação”.

A bloquista falou com vendedores e produtores que ali vendem os seus produtos e ouviu “queixas e desabafos” de quem está num “espaço sem condições, onde no inverno chove e faz frio e no verão os produtos estragam-se, porque está muito calor”.

Onde, continuou, “não há escoamento de água adequado às atividades, onde não há sequer igualdade entre as condições para as diferentes pessoas” que ali trabalham, algumas das quais pagam a eletricidade e outras não.

Neste sentido, defendeu que as pessoas “mereciam muito mais que este mercado temporário” para seis anos, aberto em 03 de setembro de 2022, “e que não dá condições a quem quer trabalhar e fazer a sua vida que já é tão difícil”.

“Uma conta de 300 euros de luz para alguém que faz a sua vida a vender produtos no mercado é uma conta muito pesada que pode por em causa a viabilidade de um pequeno negócio”, apontou.

Estas “pequenas questões, que são muito grandes” devem “merecer atenção” por parte de quem quer “proteger o comércio, os produtores locais” para retirar as pessoas dos centros comerciais que “acabam por destruir este pequeno comércio, que é o sustento de vida de tanta gente”.

Na visita, Mariana Mortágua viu velas de cera deformadas com o calor devido à falta de ar condicionado, e ouviu queixas de uma vendedora por estar “a pagar para não ter condições, porque ninguém compra velas tortas”.

Em frente, uma peixeira disse à bloquista que deveria lá ter estado na semana de “muito calor”, quando “o peixe não podia estar na banca e tinha de ser arrumado logo cedo” na cabine frigorífica para não se estragar.

“E antes o fornecedor ainda oferecia o gelo, mas agora não, agora cobra-o e não é barato”, queixou-se.

Mais à frente, a vendedora Maria do Carmo Rebelo disse que, este mês, tem 235 euros para pagar de luz, mas “não houve negócio para isso” e “que nem todos pagam” as despesas de energia.

“Não sou invejosa, mas custa muito ver as pessoas no inverno com aquecedores e no verão com ventoinhas e não pagarem energia e eu, porque tenho arcas, mais duas ou três pessoas, pagarmos eletricidade. Chego a desligar luzes para não gastar. Se isto é provisório ninguém devia pagar energia nem renda, mas alguns pagam. Eu pago”, afirmou Maria do Carmo Rebelo.

Lusa

 

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