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Mangualde: Ministro João Galamba considerou manter “as condições” para exercer o cargo

O ministro das Infraestruturas, João Galamba, considerou hoje que mantém “todas as condições” para exercer o cargo e afirmou que não se sente fragilizado devido às recentes polémicas.

“Antes pelo contrário, sinto-me extremamente motivado, todos os dias. Motivado a trabalhar e a concretizar. É esse o meu trabalho e é esse o meu mandato e é isso que continuarei a fazer”, garantiu aos jornalistas, no final de uma visita à obra de modernização do troço Mangualde – Celorico da Beira da Linha da Beira Alta.

O governante disse manter “um grande empenho” para que as obras nas várias áreas abrangidas pelo seu ministério aconteçam, “apesar das distrações”.

“Era o que mais faltava um ministro deixar afetar-se pelo ruído. O objetivo e a obrigação do mandato de um ministro é governar e é isso que eu faço todos os dias e continuarei a fazer”, frisou.

João Galamba assegurou aos jornalistas que não têm de se preocupar com a sua “falta de foco” e comprometeu-se a entregar, “com grande ritmo de execução, aquilo que o mandato exige, em todas as áreas”.

“Seja na rodovia, na ferrovia, nos portos, na aviação e no digital, é o meu trabalho que continuarei a fazer sem hesitações nenhumas, mas sempre com o empenho que tinha, que tenho e que terei”, frisou.

Questionado sobre a audição na comissão parlamentar de inquérito à TAP, na próxima quinta-feira, João Galamba disse que só lá responderá a perguntas.

“Estamos hoje aqui a testemunhar e a ver uma grande obra, da maior importância para o país. O meu trabalho não é responder sobre a comissão de inquérito. O meu trabalho é ser ministro das Infraestruturas e é por respeito a este território, a esta obra, ao presidente da Câmara de Mangualde, ao presidente da Junta de Abrunhosa e a toda a gente que aqui trabalha todos os dias que o meu foco, neste momento, é exclusivamente aqui”, afirmou.

O caso, que remonta a 26 de abril, envolveu denúncias contra o ex-adjunto Frederico Pinheiro por violência física no Ministério das Infraestruturas e furto de um computador portátil, já depois de ter sido demitido, e a polémica aumentou quando foi noticiada a intervenção do Serviço de Informações de Segurança (SIS) na recuperação desse computador.

Este episódio gerou uma divergência pública entre o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, em torno da manutenção no Governo do ministro das Infraestruturas, João Galamba, que apresentou a sua demissão, mas que António Costa não aceitou.

Frederico Pinheiro acusou o Ministério de tentativa de ocultação de documentos pedidos pela comissão parlamentar de inquérito à TAP, relativamente às notas do ex-adjunto da reunião preparatória da audição da ex-presidente executiva da companhia aérea, Christine Ourmières-Widener, na véspera da audição na comissão parlamentar de Economia, em janeiro.

João Galamba negou as acusações, sublinhando que não houve ocultação uma vez que as notas, enviadas pelo ex-adjunto no corpo de um email, foram endereçadas à comissão de inquérito.

 

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