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Exposição propõe viagem aos primórdios do marketing territorial de Viseu

Uma exposição que propõe uma viagem aos primórdios do marketing territorial de Viseu é inaugurada hoje à noite e mostra um lado menos explorado de Almeida Moreira, que adotou o slogan turístico “cidade jardim da Beira”.

“Almeida Moreira: o primeiro marketeer de Viseu” é o nome da exposição que, segundo o vereador da Cultura, Património, Turismo e Marketing Territorial da Câmara de Viseu se foca na visão de um homem que “esteve à frente do seu tempo”.

Jorge Sobrado disse à agência Lusa que Almeida Moreira foi “um intérprete da cidade e um marketeer”, um visionário que criou “recursos de comunicação e de promoção cultural e turística Viseu”.

“Ele fez os primeiros alicerces da promoção da cidade: no cinema, na fotografia, no cartaz, no postal, no guia turístico e naquilo que hoje podemos designar por `street art` (arte pública)”, referiu o vereador, aludindo à introdução do azulejo decorativo não só no painel do Rossio, mas também “em obras que, na altura, se chamavam de embelezamento turístico”.

A influência de Almeida Moreira desenvolveu-se ao longo de duas décadas, entre 1916 e 1936, período durante o qual exerceu os cargos de vereador, de diretor do Museu de Grão Vasco e de administrador da Comissão de Iniciativa e Turismo.

“Ele foi um acelerador do tempo em Viseu. Trouxe modernidade, cosmopolitismo, criatividade para Viseu, não apenas na dimensão artística, mas também na dimensão das chamadas artes gráficas ou da comunicação editorial”, explicou o vereador.

Na sua opinião, ele foi um piloto com “uma volta de avanço sobre todos os demais” e “empurrou Viseu em direção ao futuro”.

“Deixou um legado tão extraordinário que, ainda hoje, estamos a gastar e a viver da herança de Almeida Moreira, ou seja, ainda hoje fazemos recurso do baú dele, da semântica dele”, admitiu.

Exemplo disso é o facto de, no próximo ano, Viseu reassumir o slogan turístico “cidade jardim da Beira”, que tem 85 anos.

Na exposição poderão ser vistos cartazes da Feira de São Mateus de 1927 e 1929, que são “os anos fundamentais da revitalização” do certame.

“De uma feira económica, agrorrural, a Feira de São Mateus transformou-se numa feira recreativa (a expressão usada na altura era feira festa)”, frisou.

Desenhos originais do Jardim Tomás Ribeiro e dos bancos dos jardins do Fontelo, edições originais do primeiro guia turístico de Viseu editados em português, espanhol, francês e inglês, edições originais do livro sobre Viseu e desenhos da encomenda que fez a Joaquim Lopes (artista do Porto) para o painel de azulejos do Rossio podem também ser vistos na exposição.

Segundo Jorge Sobrado, “Almeida Moreira valorizava muito o património, mas nunca foi um patrimonialista, nem um preservacionista”.

“Ele teve mais uma sensibilidade de futuro do que uma sensibilidade de passado. Nisso opôs-se a outra figura da cidade, José Coelho, que tinha uma sensibilidade do passado, era um recoletor do fragmentos do mundo antigo”, contou.

No entender do vereador, “Almeida Moreira era futurista, era modernista, era aquele que tinha a sensibilidade do futuro, que queria trazer o futuro para dentro do presente de Viseu”, tendo gerado algumas polémicas na cidade.

Apesar de terem passado várias décadas, “ainda hoje o marketing territorial está subvalorizado nas políticas de valorização dos territórios, designadamente locais”, lamentou.

 

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