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Fotografia João Silva - Barragem de Fagilde

Esvaziamento da barragem de Fagilde mata milhares de peixes

A Deputada Mariana Silva, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta, em que questionam o Governo, através do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, sobre o esvaziamento, nos últimos dias, da Barragem de Fagilde, que comprometeu a biodiversidade existente.

De acordo com o comunicado dos Verdes, os peixes existentes na albufeira desapareceram com a abertura repentina e exagerada das comportas, por dificuldade de adaptação ao fluxo acelerado e decrescente de água, acabando por desencadear a morte de milhares de peixes.

O Partido Ecologista Os Verdes após conhecimento que nos últimos dias foram abertas as comportas da Barragem de Fagilde que abastece mais de 130 000 pessoas dos concelhos de Viseu, Mangualde, Penalva do Castelo e de Nelas tendo provocado um autêntico desastre ambiental, questionou o Governo.

Segundo o comunicado dos Verdes, no dia 23 de janeiro, já com o rio Dão sem água, algumas pessoas presenciaram elementos do Serviços municipalizados de Águas e saneamentos (SMAS) de Viseu a transportarem peixes em reservatórios, acreditando que esta atitude poderá servir para tentar salvar os poucos peixes que sobreviveram.

A 24 de janeiro, as comportas mantinham-se abertas “sendo visível que o fluxo que daí sai é maior que o caudal do rio Dão que provém de montante. No local ainda é possível constatar inúmeros peixes mortos misturados com a vegetação e na lama do leito do rio, refere o comunicado do Parido Ecologista os Verdes.

A população acabou por chamar a GNR para denunciar o atentado ambiental, no entanto, a população encontra-se indignada com o sucedido e desconhece quem terão sido os responsáveis pela abertura das comportas e quais os motivos que estiveram na origem do esvaziamento da albufeira de Fagilde.

Esta não é de resto a primeira vez que no distrito de Viseu ocorre uma situação similar, sobretudo para desassoreamento das albufeiras, como foi o caso denunciado pelo PEV, em 2013, com a Barragem das Caínhas em Oliveira de Frades. Tal como em Fagilde foi notório o desrespeito pela biodiversidade existente conduzindo igualmente à morte de milhares de peixes, referem os Verdes.

Num período de menos de três anos a albufeira de Fagilde volta a estar novamente seca. Em 2017 a barragem esvaziou devido à seca, obrigando ao transporte de água de outros locais para Fagilde através de cisternas, situação abundantemente acompanhada pela comunicação social.

Ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática, os Verdes questionam:

Quem tomou a decisão de abrir as comportas da albufeira de Fagilde e se a Agência Portuguesa do Ambiente permitiu que se realizasse este atentado ambiental?

Quais os motivos que estiveram na origem da abertura das comportas desta albufeira?

Qual o impacto do esvaziamento da Barragem de Fagilde na biodiversidade, em particular da fauna?

Com o esvaziamento da Barragem de Fagilde a qualidade da água e o seu abastecimento à população de Viseu, Penalva do Castelo, Mangualde e Nelas está comprometido?

Os municípios abastecidos por esta albufeira tiveram conhecimento prévio da abertura das comportas?

Está previsto a reposição de espécies endógenas afetadas pela descida abrupta das águas?

Fotografias João Silva – Barragem de Fagilde

 

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