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Deputados do PS Viseu questionam Governo sobre apoios a canhões antigranizo

Os deputados socialistas de Viseu, Vila Real, Bragança e Castelo Branco questionaram o Governo sobre apoios a colocação de sistemas antigranizo nas regiões mais vulneráveis ao fenómeno, informou hoje o PS.

“As intempéries de granizo têm causado nestas regiões elevados prejuízos de milhões de euros em perdas de culturas, de que se destacam os danos nas vinhas e produções frutícolas”, referem os parlamentares do PS em comunicado.

Na Assembleia da República, José Rui Cruz, Lúcia Araújo da Silva, João Azevedo, João Paulo Rebelo, Paula Reis, Tiago Soares Monteiro, Agostinho Santa, Fátima Correia Pinto, Susana Barroso, Berta Nunes e Sobrinho Teixeira questionaram “se está o Ministério da Agricultura disponível para a criação de um aviso piloto” para aquele fim, no âmbito do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC).

Esse aviso, segundo os deputados, permitiria “apresentar candidaturas exclusivamente para financiar, em zonas a definir, com critérios bem definidos, a colocação de sistemas antigranizo nas regiões mais vulneráveis a este fenómeno climatérico”.

Através da pergunta dirigida à ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, pretendem saber da sua disponibilidade para essa “medida específica no âmbito do PEPAC”, frisando que o fenómeno meteorológico é “cada vez mais frequente” no país, afetando sobretudo explorações agrícolas nas zonas de Viseu, Vila Real, Bragança e Castelo Branco.

“Em França e em Espanha, os canhões antigranizo já são muito utilizados na agricultura, sendo este o maior projeto do género em Portugal, cuja eficácia já foi verificada pelos fruticultores de Armamar e Moimenta da Beira [distrito de Viseu]”, salientam.

Nas últimas semanas, chuvas e granizos ocorridos na Cova da Beira causaram “perdas na ordem dos 70% de produção, que chegaram em algumas freguesias aos 90%”.

“Os prejuízos são ainda transversais às diferentes variedades de cereja (…), nomeadamente nos concelhos do Fundão e da Covilhã [distrito de Castelo Branco], onde é feita em terreno plano e em socalcos”, afirmam os deputados do PS.

Assinalam, igualmente, que “os produtores de maçã e frutos frescos da região de Moimenta da Beira e Armamar foram dos primeiros a criar associações de fruticultores, bem como a implementar modos de produção sustentáveis e a promover a certificação dos seus produtos”.

Os produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro e de vários concelhos do distrito de Bragança, “com elevada produção” na vinha e frutícolas, bem como a cereja da Cova da Beira, “tornaram-se da maior relevância no mercado nacional e internacional”, argumentam.

“Para combater as consequências das quedas de granizo nas produções, as associações de Fruticultores de Armamar e Moimenta da Beira procederam à instalação de canhões antigranizo, um dispositivo que interrompe a formação das pedras de gelo por ondas de choque, num projeto orçado em cerca de dois milhões de euros” da sua responsabilidade, segundo os socialistas.

Lusa

 

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