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Comércio tradicional de Viseu começou a receber ‘kit’ de proteção

As lojas de comércio tradicional de Viseu começaram a receber um ‘kit’ com material de proteção da covid-19, no âmbito de uma estratégia da autarquia para criar confiança nos consumidores.

“A mensagem que queremos passar é que é importante fazer compras no comércio tradicional para o ajudar, mas fazê-lo em segurança”, referiu o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques.

Por cada loja onde passou, o autarca deixou uma viseira, duas máscaras reutilizáveis, gel desinfetante e um autocolante para colocar nas montras a explicar que é obrigatório o uso de máscara.

A autarquia tem 500 ‘kits’ para entregar ao comércio de proximidade, mas já encomendou mais para o caso de ser necessário.

Segundo Almeida Henriques, esta ação de sensibilização está a ser desenvolvida pelos efetivos da Polícia Municipal e pretende “criar alguma confiança nas pessoas”, que “ainda têm receio de ir à rua” fazer compras.

O autarca contou que encontrou “os comerciantes receosos porque, devido a este tempo de inatividade, vão demorar a reganharem a confiança” dos consumidores.

“O importante é que as pessoas saibam que se saírem à rua para irem fazer uma compra ao comércio de proximidade o poderão fazer, mas usando todas as proteções”, frisou.

Almeida Henriques garantiu que, nos próximos tempos, em articulação com a Associação Comercial do Distrito de Viseu, a autarquia vai realizar ações para promover o comércio de proximidade, que é “extremamente importante para um concelho como Viseu”.

O presidente da Associação Comercial do Distrito de Viseu, Gualter Mirandez, disse à Lusa que “a maioria das lojas já reabriu”, respeitando as indicações da Direção-Geral da Saúde, e que “só uma minoria se mantém fechada, com algum receio” da covid-19.

“A grande preocupação dos comerciantes é que haja uma segunda vaga”, frisou.

Isto porque, segundo o dirigente, mesmo sem nenhuma medida de apoio direta, os comerciantes “estão a aguentar-se estoicamente e com muita resiliência”, mas provavelmente já não o conseguiriam fazer numa segunda vaga.

Gualter Mirandez contou que, desde a reabertura das lojas, na segunda-feira, tem havido pouco movimento, o que já era expectável, porque tem de ser reconstruída “uma base de confiança para, lentamente, as pessoas irem adquirindo hábitos antigos”.

Apesar de considerar que “ainda é cedo para fazer um balanço” das consequências do confinamento, Almeida Henriques prevê que os mais afetados sejam o comércio de proximidade e os setores exportadores.

“Essas duas áreas são as que mais me preocupam, antevejo muitas dificuldades”, afirmou, salientando, como positivo, o facto de o concelho de Viseu estar pelo 12.º dia consecutivo sem novos casos de covid-19.

 

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