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CCDR Centro defende Plano Ferroviário com ligação a Viseu, como “absolutamente essencial”

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) defende a reanálise do Plano Nacional Ferroviário, designadamente em relação ao transporte de mercadorias, destacando o “peso importante” da região nas exportações.

A região Centro tem “um peso importante ao nível das exportações”, sublinhou a presidente da CCDRC, Isabel Damasceno, à margem de uma sessão de apresentação do Plano Nacional Ferroviário, o plano foi apresentado a dirigentes da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), também naquela cidade).

Para Isabel Damasceno, a auscultação a atores regionais da região Centro permitiu, do ponto de vista da competitividade, perceber “a importância” que atribuem à ligação para mercadorias entre o porto de “Aveiro e Vilar Formoso”, na fronteira com Espanha.

“Percebemos que não houve aqui grande aprofundamento na questão das mercadorias. Parece-me uma sugestão interessante, daí eu a ter realçado” e isso e, agora, “o Plano com certeza avaliará”, sublinhou.

“A componente das mercadorias pareceu-me a mais frágil e a que tem de ser reanalisada com alguma profundidade, pois estamos a falar de uma região que tem um peso importante ao nível das exportações”, realçou Isabel Damasceno.

Em relação ao TGV foi apresentado um primeiro troço que liga o Porto a Soure, será o primeiro a ser feito com os apoios comunitários, o que, para a CCDRC, transmite “alguma segurança, de que, pelo menos este primeiro troço poderá estar feito até ao final do próximo quadro comunitário, que é 2030”.

Já sobre ao transporte de passageiros, Isabel Damasceno considerou o TGV, que ligará Lisboa ao Porto, passando por três cidades da região Centro – Coimbra, Leiria, Aveiro – e, de certa maneira, com ligação a Viseu, como “absolutamente essencial”.

Neste momento, a cidade de Viseu não tem ferrovia e Leiria tem a Linha do Oeste “desqualificada”, por isso, a CCDRC regista com “agrado” a “intenção que foi apresentada”.

O próximo passo, no âmbito da apresentação do Plano Nacional Ferroviário, passa pela análise mais em pormenor com as comunidades intermunicipais, no sentido de ser, depois, elaborada a proposta final.

 

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