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Autárquicas: PS quer manter maioria de câmaras e conquistar novas, entre as quais, Viseu

O PS parte para as eleições autárquicas com o objetivo máximo de repetir as vitórias alcançadas em 2013 e 2017, mantendo-se como partido maioritário nas câmaras e freguesias e sendo o mais votado a nível nacional.

Há quatro anos, o PS conseguiu o melhor resultado de sempre em termos de mandatos autárquicos, tendo vencido sozinho em 159 dos 308 municípios, juntando-se ainda um triunfo em coligação no Funchal, o que lhe permitiu conservar a presidência da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), que retirara ao PSD já em 2013.

No que respeita a freguesias, o PS venceu em 2017 em 1295, num total de 3085, mantendo, igualmente, a presidência da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).

O PS apresenta-se a votos nas eleições autárquicas de 26 de setembro em todos os municípios, sendo o único partido a fazê-lo, e em 2759 freguesias”, declarou o secretário-geral adjunto dos socialistas, José Luís Carneiro.

Nas próximas eleições, o PS apresenta-se sozinho em 95% dos municípios, irá concorrer em coligação em Aveiro, Cascais, Funchal, Maia, Felgueiras e Penafiel, vai apoiar nove candidaturas independentes e conta com 55 independentes a encabeçar as suas listas.

“Verifica-se ainda um crescimento do número de mulheres candidatas, nomeadamente 44 cabeças de lista”, referiu José Luís Carneiro, antes de realçar outro dado que poderá indiciar favoritismo num largo número de municípios.

“O PS recandidata 134 dos seus atuais presidentes de câmaras, 44,4% do total”, disse.

Outra das fasquias colocadas pela direção dos socialistas é fazer com que este partido seja novamente o mais votado em termos nacionais. Em 2017, o PS obteve 1.874.800, sendo que o melhor resultado aconteceu em 2009, sob a liderança de José Sócrates, quando chegou aos 2,084 milhões de votos.

Para tal, os socialistas esperam repetir triunfos em alguns dos maiores centros urbanos do país, casos de Lisboa, Sintra, Odivelas, Vila Nova de Gaia ou Matosinhos. Em termos de grandes cidades, os desafios mais difíceis, se não quase impossíveis, colocam-se em câmaras como as do Porto, Cascais ou Oeiras.

No dia 26 de setembro, a direção do PS assume que irá ter forte disputa em municípios como Coimbra (coligação encabeçada pelo PSD), Figueira da Foz (candidatura independente de Pedro Santana Lopes) e Amadora (PSD). Porém, em relação a estes concelhos os socialistas afirmam dispor de “estudos credíveis” que apontam para uma repetição das vitórias alcançadas há quatro anos.

O PS está também pressionado na margem sul do Tejo pela CDU, em especial em Almada, Barreiro e Alcochete — municípios que conquistou há quatro anos – e pelo PSD em cerca de duas dezenas de concelhos, parte dos quais nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

Em contraponto, o PS espera ganhar ao PSD capitais de distrito como Viseu e Guarda, admite recuperar à CDU a de Évora, conquistar Portalegre, liderada por independentes, e ainda retirar aos sociais-democratas os seus “bastiões” da Maia (distrito do Porto) e Famalicão (distrito de Braga).

Para sinalizar a importância que os socialistas concedem a estas eleições, que ocorrem a meio da legislatura, é o facto de o líder do partido e primeiro-ministro, António Costa, se envolver diretamente na campanha eleitoral mais do que inicialmente se previa.

Até ao fim da campanha eleitoral autárquica, segundo o PS, António Costa vai estar em mais de 40 municípios, marcando presença em todos os distritos do território continental, nos Açores e Madeira.

“Apesar de a sua disponibilidade estar condicionada pelo exercício de funções de primeiro-ministro, as ações de campanha de António Costa estarão concentradas aos fins de semana e à noite durante a semana”, referia-se num comunicado divulgado pelo PS na semana passada.

 No plano político, membros do atual Governo e da direção do PS têm sempre separado as eleições do próximo dia 26 das negociações à esquerda do próximo Orçamento do Estado no parlamento. Um aspeto que diz particularmente respeito ao PCP – partido com quem os socialistas vão disputar diretamente quase duas dezenas de câmaras e que foi decisivo para a viabilização do Orçamento deste ano.

Em termos de mensagem para apelar ao voto nos candidatos socialistas, mais do que questões de ordem orçamental, o secretário-geral do PS tem antes procurado salientar a importância dos futuros autarcas na aplicação das verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do próximo quadro financeiro plurianual da União Europeia.

Em Portimão, no encerramento do congresso dos socialistas, António Costa defendeu que “é fundamental em cada região haver uma maioria de autarcas do PS”, destacando o papel das autarquias na execução dos fundos europeus.

António Costa assinalou que “em várias das áreas mais importantes onde há recursos mobilizados PRR ou no quadro financeiro plurianual são mesmo os municípios que terão um papel central na sua execução”.

Neste seu discurso, o secretário-geral do PS referiu também que “as direções das comissões de coordenação (CCDR) passaram a responder aos autarcas dessas regiões” e que “o primeiro grande desafio que têm pela frente é já a elaboração dos planos operacionais regionais para a próxima geração de fundos comunitários, que está já aí e que têm de estar aprovados até ao final do ano”.

“E para que isso aconteça, para que as opções sejam certas, para que também ao nível regional vamos por caminho certo, é fundamental que em cada região a maioria dos autarcas sejam autarcas do PS, autarcas que estão comprometidos com o caminho certo que tem gerado boas políticas e bons resultados para o desenvolvimento económico e social do nosso país”, acrescentou.

 

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