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“Organização dos Jardins Efémeros não agiu bem”

A coincidência de datas do Tom de Festa com os Jardins Efémeros motivou um comunicado da ACERT na página oficial do facebook.

O festival costuma acontecer no terceiro fim-de-semana de julho e este ano, a organização dos Jardins Efémeros decidiu marcar as suas datas para a mesma altura.

A direcção da ACERT critica a decisão e lamenta que o acordo, estipulado entre as duas organizações em 2016 não tenha sido cumprido.

Em 2015 o mesmo tinha acontecido e chegaram então à conclusão que seria benéfico para ambas as organizações marcar os festivais para datas distintas.

No entanto, este ano… isso não aconteceu.

Carlos Vieira, do Bloco de Esquerda de Viseu, diz que este episódio é inadmissível. Apesar de ter as maiores considerações pela Sandra Oliveira, neste caso não lhe louva a atitude.

Carlos Vieira explica que esta sobreposição não será benéfica para ambos os festivais. Contudo, para ele, o Tom de Festa será o maior prejudicado.

O coordenador defende que ambas as iniciativas têm um poder louvável para a região. A falta de comunicação entre as duas levou a uma “quebra de lealdade”.

Este ano terá de decidir entre o “Tom de Festa” a acontecer entre o dia 12 a 15 de Julho e os “Jardins Efémeros” de 7 a 16 de Julho.

Depois do comunicado público na página de facebook da Acert, várias foram as pessoas que se manifestaram. Sandra Oliveira surgiu num dos comentários para “ESCLARECIMENTO E DIREITO DE RESPOSTA”. Texto esse que publicamos aqui na íntegra:

«A ACERT, para que toda a informação seja pública devo esclarecer:

1 – Desde 2011, foi a direcção dos Jardins Efémeros que teve sempre o cuidado e a amabilidade de contactar a direcção da ACERT para que a sobreposição entre os JE e TDF não acontecesse, e nunca o contrário.  Assim foi sempre os JE que moveram as suas datas para satisfazer as datas que ACERT definia. Até hoje nunca recebemos qualquer informação oral ou formal, por parte da organização do TDF sobre as datas da realização de 2017. Informamos que soubemos este facto apenas hoje, pela comunicação social.

2 – Anteriormente, e na única edição que tal sobreposição ocorreu, fizemos o que estava ao nosso alcance para que esta não acontecesse. Todo o processo de tentativa de alteração dessa data, para evitar a sobreposição, teve o acompanhamento formal de um dos membros da direcção da ACERT. Infelizmente a sobreposição aconteceu, apesar dos nossos esforços, decisão totalmente alheia à organização dos JE, como a direcção da ACERT tem conhecimento, uma vez que a direcção do JE teve o cuidado de lhe fornecer formalmente, a informação e processo.

3 – Ao contrário do Tom de Festa, desde 2014 os Jardins Efémeros são obrigados a concorrer, até Novembro do ano anterior à realização, com outros projectos culturais nacionais, ao programa Viseu terceiro, para se candidatar ao financiamento de 60% do investimento.  Neste sentido, é assim obrigada a entregar quase com 1 ano de antecedência o complexo e vasto PROGRAMA COMPLETO, que envolve cerca de 300 artistas nacionais e internacionais, durante os 10 dias da realização, que envolve 2 fins-de-semana consecutivos.  É também por imposição concursal, obrigado a fixar as datas da realização, bem como preparar contratos internacionais que tem de estabelecer previamente, como a direcção da Acert deve saber, pois constitui o factor de avaliação da qualidade do programa somos obrigados a submeter a concurso.
Sabemos que, dada natureza menos complexa desta realização – Tom de Festa, a Acert não tem ainda o programa de 2017 preparado, situação essa perfeitamente impossível para a organização dos JE, e natural para o TDF, uma vez que a suas complexidades e natureza são diametralmente distantes.  Salientamos ainda que a duração dos JE é de 10 dias, ou seja 30% da duração do mês de Julho, e a duração do Tom de Festa cerca de 10% do mês, envolvendo a realização de 400 actividades, tendo várias áreas de intervenção, e um trabalho com cerca de 5000 crianças do distrito e de uma enorme complexidade.

4 – Cumpre-nos ainda informar que em Viseu, nos meses de Julho e Agosto, ocorrem 4 realizações que englobam TODOS os fins-de-semana dos 2 meses em causa, acabando assim inevitavelmente a sobreposição com outro festival ou realização de grande importância para a cidade. São estas Festival de Jazz de Viseu, Cinema na Cidade – Cine Clube de Viseu, JARDINS EFÉMEROS e Feira de S. Mateus. Neste sentido, e devido à profícua e crescente actividade cultural que Viseu tem vindo a produzir, principalmente neste período (Julho e Agosto), a inevitabilidade desta sobreposição do Tom de Festa com qualquer uma das actividades que elencamos é de 100%.

5 – Se por um lado lamentamos esta sobreposição, por outro esta decorre por NÃO EXISTIREM OUTROS FINS-DE-SEMANA livres na agenda cultural de Viseu, em contexto de espaço público, capazes de servir o programa, a cidade, a região e o país. Assim podemos aferir que se não fosse a sobreposição com os Jardins efémeros, esta ocorreria com a sobreposição do Festival de Jazz, Cinema na Cidade, ou com a Feira de S. Mateus se transitasse para Agosto.

6 – A título pessoal, sócia, frequentadora e apoiante regular há mais de 30 anos do absolutamente incrível trabalho que a ACERT presta à região e ao País, desejo o maior sucesso. É minha convicção que o público e o distrito sairá ganhador com estas múltiplas realizações. Sinceramente espero que hajam muitas outras sobreposições de outras realizações, noutras datas, que é a melhor evidência de que o publico não se divide, mas sim multiplica-se – criação de públicos. É para esse objectivo que todos trabalhamos, e o vosso contributo tem sido enorme Muito obrigada pelo vosso trabalho e LONGA VIDA à ACERT e ao TDF».

 

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