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Almeida Henriques quer ter em Viseu comando regional da proteção civil

O presidente da Câmara Municipal de Viseu desafiou o ministro da Administração Interna para, ainda neste quadro comunitário de apoio, angariar fundos para um novo edifício no aeródromo para a instalação do comando regional da proteção civil.

“O desafio lançado ao senhor ministro é que, sendo este um território com capacidade instalada e, ao mesmo tempo, com um nível sísmico muito baixo, esta é claramente a localização para, aproveitando ainda os fundos comunitários de apoio, avançarmos para a construção de mais um edifício contíguo a este quartel para ficar aqui, definitivamente instalado o CDOS e, ao mesmo tempo, poder haver aqui uma redundância do CNOS nacional, face às condições ímpares que este território tem para ter”, desafiou Almeida Henriques.

O presidente da Câmara de Viseu falava no discurso de inauguração do novo quartel de Bombeiros Municipais de Viseu, agora chamados de Bombeiros Sapadores de Viseu, instalado no Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato, a 11 km do centro urbano, deixando no centro o, agora designado, quartel cidade, para as primeiras intervenções urbanas.

“Penso que podíamos aqui estabelecer já uma segunda parceria depois desta inaugurada que nos permitisse criar aqui esta redundância e, ao mesmo tempo, valorizarmos este espaço”, apontou o autarca que deu ênfase à localização da cidade, “no coração do país”.

Almeida Henriques acrescentou que “o centro e norte do país são, infelizmente e comprovadamente, as zonas do país com mais alto risco florestal” e, por isso, “ao colocar os meios” no aeródromo de Viseu, defendeu, “aumenta a capacidade de resposta nacional equidistantes às zonas de elevado incêndio florestal, tanto na direção norte sul como este, oeste”.

No discurso inaugural, também o comandante dos bombeiros, Jorge Antunes, disse que “agradecia o forte empenho” do ministro da Administração Interna “na investigação, por parte das forças de segurança competentes nas causas dos incêndios”.

“Em Portugal, não sendo considerado terrorismo, mas também morrendo muitas pessoas e destruindo bens por causa dos incêndios, muitos dos quais devido à atividade humana com origem dolosa”, anotou o comandante.

Jorge Antunes lembrou os “factos pirotécnicos encontrados em Vila de Rei” pelas autoridades e contou que em Viseu, “na segunda-feira, às 02:00 da manhã, quando uma equipa regressava de uma ocorrência, os bombeiros identificaram um objeto incandescente a descer a Avenida da Europa”.

“A situação foi resolvida e devidamente encaminhada, mas, suponhamos, que esta caía numa mancha florestal. O que é que aconteceria?”, questionou Jorge Antunes numa pergunta que ficou no ar.

O ministro da Administração Interna (MAI) aproveitou a sua locução para responder ao autarca viseense, avisando que “logo que concluída esta fase de empenhamento de nível máximo” por causa dos incêndios, “a localização estratégica de Viseu será tida em consideração” e acredita que serão encontradas “respostas, quer no plano regional, quer no plano sub-regional”.

Esta decisão, lembrou, será em “diálogo estreito” com a Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) e com a Associação Nacional de Municípios (ANMP) para “definir o modelo de organização regional e sub-regional adaptando a resposta com coerência territorial àquilo que hoje é o modelo de organização dos municípios e Comunidades Intermunicipais (CIM) das estruturas do Instituto de Conservação e Natureza e das Florestas”.

“Sei bem quanto este equipamento que hoje colocamos ao serviço de Viseu, da região e de Portugal valorizará ainda mais a capacidade de intervenção dos nossos Bombeiros Sapadores de Viseu”, destacou o ministro que se recusou a falar com os jornalistas no final da cerimónia.

O quartel de bombeiros agora inaugurado, Quartel Aeródromo, teve um investimento total de quase um milhão de euros, sendo comparticipado por fundos europeus em mais de 700 mil euros, sendo o valor restante da responsabilidade da Câmara Municipal de Viseu.

 

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