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Viseu: dezenas de Bombeiros avançaram com pedido de licenças e passagem à inatividade.

Comunicado de imprensa.

Na sequência de vários factos e episódios desagradáveis e lamentáveis, que vêm acontecendo no seio do Corpo de Bombeiros (CB) Voluntários de Viseu, pela forma como este tem vindo a ser gerido quer ao nível institucional, quer ao nível operacional, mais de duas dezenas de operacionais de diversas categorias, desde as Chefias mais antigas até Bombeiros mais novos, decidiram tomar a decisão de solicitar ao Comandante Interino, Adjunto de Comando do CB, gozo de licenças tais como a passagem à Inatividade no Quadro, durante o período máximo de um ano, situação prevista na legislação em vigor.

Como não podia deixar de ser e com todo o sentido de responsabilidade que nos pauta como Bombeiros Voluntários de Viseu, entendemos tomar esta posição pelos motivos que mais á frente se elencam, e logicamente pela necessidade de informar a população do concelho de Viseu que é a principal razão da nossa existência.

Esta decisão não foi tomada de ânimo leve, antes pelo contrário, foi devidamente ponderada, pois tentámos por várias formas e vias possíveis de diálogo demonstrar o nosso desagrado por tudo o que de incompreensível tem acontecido nos últimos tempos dentro do CB por conta da gestão da direção da AHBVV ( Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Viseu) e da forma como o CB tem vindo a ser comandado.

É em Defesa da Honra da Nobre Instituição a que pertencemos, e alguns de nós já contam várias décadas de honrosos serviços prestados á comunidade que foi tomada a decisão em causa, pois sentimos que os altos interesses Institucionais devem estar acima de tudo e de todos, para bem dos princípios fundamentais e legais que regem a Nossa Casa no cumprimento do seu dever para com a comunidade viseense.

1º – Como é do conhecimento público, no passado dia 21 de setembro, o Comandante do CB deixou o cargo devido a um debilitado estado de saúde, o qual já se vinha a arrastar á mais de um ano.

Antes da saída do cargo, o Sr. Comandante mandou afixar para conhecimento do CB, louvor coletivo a atribuir a todos os operacionais. Após afixação do referido Louvor, mandou afixar um outro Louvor individual destinado a duas dezenas de operacionais, situação que aumentou o desagrado e discórdia reinante há já bastante tempo no seio do CB.

É no mínimo estranho e incompreensível louvar primeiro todos os Bombeiros e depois louvar outra vez num segundo louvor coletivo apenas alguns dos operacionais que já tinha louvado primeiramente. Esta terá sido mais uma das muito incoerentes decisões que tomou ao longo do seu mandato, demonstrando claramente o que tem sido a gestão do CB por parte de todos os seus responsáveis sejam eles institucionais (Direção) ou operacionais (Comando).

O ato de louvar tem que ser justo e devidamente fundamentado, pois caso assim não seja estamos perante uma anarquia de estimar uns e denegrir a existência e imagem de outros.

– Deste triste episódio de promiscuidade resultou um ambiente dentro do quartel de discórdia entre os operacionais, chegando alguns deles a mostrar o seu desagrado pelo inexplicável ato, através de mail enviado ao Sr. Comandante, onde informavam que recusavam ser louvados por entender que a atitude do Sr. Comandante era demonstrativa do seu desigual tratamento e comportamento para com uns mais amigos e outros nem tanto. Pelo descontentamento foram remetidos por alguns dos operacionais, emails ao Sr. Comandante a solicitar que fossem retirados os seus nomes do louvor coletivo por entenderem que o mesmo representava uma farsa. Acrescenta-se nesta nota que o Sr. Comandante é livre de louvar quem entender, mas devia tê-lo feito sem se esconder da sua vontade, sem hipocrisias. Atente-se que no louvor dado a um mais pequeno e específico conjunto de elementos, estão nomes de elementos que não frequentam as instalações do quartel ou não fazem serviço há um ano ou talvez mais.

– Já era má toda a situação gerada pelos documentos intitulados de louvores, quando para nosso espanto, no dia anterior á saída do Comandante do CB, dois elementos dos vários inconformados com a forma como foram concebidos os louvores, foram alvo de procedimento disciplinar e suspensos preventivamente de todas as funções operacionais assim como proibidos de entrar nas instalações do quartel.

Quem não souber contornos da situação aqui descrita, pode pensar que os visados agrediram alguém dentro das instalações operacionais, no entanto os mesmos foram suspensos apenas por expressarem a sua opinião pessoal diretamente ao Sr. Comandante. Talvez, no CB Voluntários de Viseu vivamos ainda em tempos de ditadura salazarista onde até uma opinião é julgada como de um crime se tratasse.

Os dos operacionais visados são dos mais antigos e experientes Bombeiros do CB, um deles o Chefe mais antigo do Corpo, com 40 anos de serviço, outro, um Subchefe com 30 anos de Casa.

– Os elementos visados no referido procedimento disciplinar além do tempo de serviço, a partir de 23 março altura em que o país entrou em confinamento devido á pandemia que assola todo o planeta e durante o dispositivo de combate a incêndios (DECIR2020) fizeram centenas de horas de prevenção, assim como combateram durante dezenas de horas alguns dos incêndios em que estiveram envolvidos meios do CB.

Possivelmente terá sido a razão de só terem sido louvados coletivamente e não individualmente como foram outros elementos que já não vão ao quartel, como já referido anteriormente, há mais de um ano.

– Os operacionais que solicitaram a passagem á situação de Inatividade no Quadro, não regressarão ao Ativo, enquanto às chefias em causa não for levantada a suspensão preventiva e enquanto não forem ouvidos por quem deveria estar sempre pronto para o fazer e que muito tem contribuído para o atual estado do CB (Direção), pois só assim podemos demonstrar todo o nosso respeito e gratidão pelos visados no procedimento disciplinar, assim como exigimos justiça, coisa que cada vez mais se nota não existir dentro do CB.

2 – Foi convocado o Quadro Ativo pelo Comandante do CB á altura, para estar presente no quartel pelas 22h do dia 25 de setembro, através de Ordem de Serviço, na qual estavam dois pontos a observar:
Ponto 1- Apresentação pela direção da nova equipa de comando
Ponto 2 – Outros assuntos

– Estiveram presentes dentro do quartel, aproximadamente 35 operacionais, o Sr. Adjunto de Comando, atual comandante interino, vários dirigentes da AHBVV a começar pelo mais alto responsável, o Sr. Presidente e o Comandante indigitado.

Após apresentação do futuro Comandante do CB por parte do Presidente da Direção, tomou a palavra o Sr. Adjunto e logo de seguida o Comandante indigitado para o cargo.

Foram ditas algumas palavras e expressões de circunstância normais para a situação, mas de realce sobram algumas abordagens que vindas de quem não conhece a realidade por simplesmente não conhecer a casa deixam muito a desejar logo à partida …não quero saber dos problemas do passado…, … estou aqui para vos ouvir e irei falar com todos vós, um a um… Logo à partida negar o passado é também negar a existência do presente e do futuro, no entanto todos, de forma individual e global, temos um passado que nunca deve ser negado.

O futuro Comandante já anda pelo quartel desde 28 de setembro, no entanto e ao envio desta nota para a imprensa apenas falou com alguns, muito poucos, elementos do CB.

Dos mais graduados não falou ainda com ninguém, nem mesmo com o Bombeiro com mais anos de serviço, quarenta e três, bem mais do que a idade do futuro comandante. Talvez seja o triste pronuncio de que o passado não interessa e quem conseguiu trazer a Instituição para o presente não conta mesmo para o futuro Comandante do CB.

Bem pode o Sr. futuro Comandante dizer que ainda não tomou posse, mas foi precisamente ele que disse que a partir de dia 28 de Setembro estava no quartel para se começar a inteirar de tudo e falar com toda a gente.

Seguindo a doutrina que vem sendo imposta, talvez não valha a pena nem haja interesse em ouvir todos, deixando esse privilégio apenas para alguns. Mal da nossa democracia quando a palavra de opinião e expressão apenas está ao alcance de alguns, sendo motivo de repressão para outros. Vede vós o que isto vos parece…

– Após o futuro Comandante ter usado da palavra, os dirigentes da AHBVV rapidamente saíram do quartel deixando tudo e todos, ou pelo menos uma grande maioria sem reação e boquiabertos.

Quase se podia dizer que de repente ali se tinha detetado algum caso positivo de COVID 19 mas não, naquele momento foi apenas a Direção no seu normal modo de atuação do quero posso e mando achando, como sempre, que não tem de responder a nada nem a ninguém, informando apenas o Comandante interino que não responderiam a qualquer questão colocada pelos operacionais sobre o tema que levou á convocatória da reunião em causa.

– Atordoados por mais uma atitude de imposição da sua vontade onde nem o que está escrito tem valor, os operacionais reagiram, pois estavam perante uma situação nunca vista no CB, que era a nomeação de um Comandante vindo de outro CB, onde exerceu funções de Comando e que irá exercer funções como contratado da AHBVV.

Perante isso, seria legítimo colocar algumas questões á direção sobre os motivos da escolha para Comandante do CB do indivíduo ali deixado á frente dos Bombeiros.

Igualmente os operacionais ficaram indignados e sentiram-se enxovalhados pelos dirigentes da AHBVV pela forma como saíram do quartel, demonstrando mais uma vez elevada falta de respeito pelos operacionais ali presentes e pela Instituição.

Aliás, já não é a primeira vez como já referido, que alguns dos dirigentes ali presentes tiveram esse tipo de comportamento, pois em dezembro de 2017 procederam da mesma forma quando foi apresentado o Comandante ao CB que saiu no passado dia 21 de setembro e nesse período está bem à vista o descalabro que foi a gestão operacional e institucional dos Bombeiros Voluntários de Viseu. Esta é mais uma forte razão para os operacionais solicitarem passagem á situação de Inatividade no Quadro.

– Segundo consta, o futuro Comandante do CB irá usufruir de um vencimento que pode chegar a ser o triplo do vencimento da maior parte dos contratados da AHBVV, que é o ordenado mínimo nacional. Algumas das questões que se impunham até para evitar o diz que disse e eventualmente diminuir a discórdia, era saber qual será o vencimento que irá receber o futuro Comandante.

Porque razão não foi contactado nenhum elemento do CB para ocupar o cargo? Qual a mais-valia do seu CV quando dentro do CB existem elementos com CV bem mais rico a todos os níveis? Que perfil foi encontrado no futuro Comandante que não existe nas fileiras do no CB? Tantas questões incómodas que apenas responde quem tem tranquilidade nas suas decisões. Já agora refira- se qual os requisitos para ser comandante do CB, Decreto-Lei n.º 249/2012 de 21 de novembro (…artigo 32º a) O comandante é designado pela entidade detentora do corpo de bombeiros, preferencialmente de entre os oficiais bombeiros ou, na sua falta ou por razões devidamente fundamentadas, de entre bombeiros da categoria mais elevada, habilitados com o 12.º ano ou equivalente com, pelo menos, cinco anos de atividade nos quadros do corpo de bombeiros…), existem três Oficiais Bombeiros no CB, algum deles foi contactado para ser comandante ou fazer parte da nova equipa de comando?

– Mais grave ainda e demonstrativo da surdez da Direção é que existem propostas por parte de elementos do CB sem que isso represente um agonizar da situação financeira.

A não ser que estejamos perante um milagre, em termos financeiros, se estamos mal, a matemática é simples, se acrescentamos despesa sem aumento de receita, a situação ficará ainda pior, mas isso o tempo encarregar-se-á de nos dar ou não razão.

– O anterior Quadro de Comando estava completo, Comandante, 2º Comandante e Adjunto de Comando. No passado dia 25 de setembro, o CB foi informado pelo Comandante nomeado que o atual Adjunto de Comando seria o próximo 2º Comandante e que no futuro iriam propor um novo Adjunto de Comando á direção, a fim de ser nomeado por aquele órgão e posteriormente homologado pela ANEPC.

– Naturalmente não será por conhecer os elementos que o futuro comandante levará consigo o atual Adjunto para seu 2º Comandante. Será que estamos aqui perante um oferecimento ou quiçá mesmo uma imposição situação que deixa à partida o comando ferido de confiança.

– A pergunta que se exige fazer é lógica e pertinente, porque não foi dada oportunidade de ser reconduzidos nos respetivos cargos, os dois elementos de comando que restavam após a saída do antigo comandante?

– O responsável pela formação no CB, na anterior equipa de comando, era o Sr. Adjunto. Porque razão não foi formado um único Bombeiro nos últimos 2 anos e meio?

3 – Na semana de 07 a 14 do passado mês de Setembro, chegaram a estar inoperacionais por avaria técnica ou mecânica, doze veículos, entre ambulâncias e veículos de combate a incêndios.

  • Porque será que avariaram tantos veículos operacionais ao mesmo tempo?
  • Qual o estado da frota de veículos do CB, nomeadamente de combate a incêndios neste momento?
  • Foi efetuada a devida manutenção aos veículos de Socorro, a fim de os mesmos estarem preparados para o difícil e exigente combate aos Incêndios Rurais?
  • Pois, o que se pode constatar é que a frota de veículos de combate a incêndios está envelhecida, com falta de manutenção e o problema de difícil solução já se arrasta á pelo menos três anos e pelas contas apresentadas pela direção em exercício de funções, os cofres encontram-se vazios, portanto tem sido um empurrar com a barriga para a frente ou varrer para debaixo do tapete.

4 – Nada nos move contra a pessoa do Sr. Rui Leitão, futuro Comandante do CB, no entanto gostávamos de ter visto algumas questões esclarecidas na reunião do passado dia 25 de setembro, dia considerado como muito negro na história da AHBVV, pelos atos ali praticados de falta de respeito e consideração da parte dos dirigentes da AHBVV para com os Operacionais ali presentes.

– Não conhecemos a capacidade técnica e operacional, assim como o CV do futuro Comandante do CB.

– Na nossa opinião devia ter sido alvo de informação por parte dos dirigentes da AHBVV para os operacionais presentes na reunião atrás referenciada.

– Somos a favor de soluções internas para a equipa de comando do CB nomeadamente para o cargo de Comandante, isto é, existem dentro do CB pessoas com competência, experiência, CV e perfil para desempenhar tal função. Portanto, na nossa opinião foi passado um atestado de incompetência a todos aqueles que possuem perfil para assumir funções na nova equipa de comando e que fazem parte do CB.

-Somos a favor que um dos elementos de comando seja profissional, no entanto não tem de ser obrigatoriamente o Comandante, mas mesmo que fosse ideia da direção contratar um Comandante, porque não foi contactado nenhum elemento do CB para Comandante. Se não ouvirem ninguém, não sabem se algum dos operacionais se identifica com o seu projeto, no entanto para 2º Comandante e Adjunto, possivelmente já poderá ser.

Coisa estranha… As vantagens de uma solução interna são bem maiores que as desvantagens, pois qualquer possível elemento conhece os elementos do Quadro Ativo, conhece os problemas estruturais dentro do CB e tem conhecimento das dificuldades financeiras da AHBVV. Além do mais as soluções internas em muito pouco ou mesmo nada iriam aumentar a despesa salarial.

Já que se fala em vencimentos e montantes especulados ou não, por responsabilidade de quem fugiu da reunião atrás referenciada, e tendo em conta que existem vários contratados da AHBVV que auferem há vários anos como vencimento base, o ordenado mínimo nacional, gostaríamos de dizer que neste momento a escolha de um Comandante profissional para o CB, é das decisões mais desacertadas, descabidas e desaconselhadas que podem ser levadas a cabo pela direção da AHBVV, pois todos os operacionais têm conhecimento que a partir de 23 de março de 2020, a ambulância PEM/INEM foi tripulada por TAS (Técnicos de Ambulância de Socorro) contratados da AHBVV a efetuar turnos cuja escala de serviço remeteu para mais de 100 horas extra mensais até dia 30 de setembro.

A partir de 15 de maio foi informado aos TAS, por dirigentes da AHBVV e pelo diretor de serviços contratado da AHBVV, que não iriam receber horas extras pois a AHBVV não tinha dinheiro para pagar as mesmas. Relembramos que cada um desses TAS efetuou mais de 100 horas extras por mês.

E agora já há dinheiro para um Comandante pago quando existem soluções sem encargos?

Então não existe dinheiro para pagar horas extras a quem as fez?

Então e diz-se por aí que o futuro Comandante do CB irá receber um ordenado três vezes superior ao ordenado mínimo nacional?

Esta é mais uma forte razão para solicitarmos a passagem á Inatividade no Quadro, pois achamos que a direção da AHBVV está á muito tempo a desempenhar um péssimo trabalho em termos de gestão financeira da Instituição e possivelmente pode deixar um pesado e incontornável legado financeiro/económico para quem vier assumir a gestão da AHBVV um dia mais tarde.

De que têm medo os dirigentes da AHBVV, ao não quererem falar com os operacionais?

Porque razão os dirigentes da AHBVV não respeitam os operacionais do CB?
5- Um dia o Presidente da direção da AHBVV disse que se em alguma altura de um mandato saírem 50 operacionais do Corpo de Bombeiros, de imediato entrarão 50 novos Bombeiros.

Por que é que o Presidente tem este discurso?

Este é um discurso de quem não tem confiança no seu trabalho e de quem não está no lugar certo, pois não sabe o que está a dizer. Formar um bombeiro demora no mínimo um ano, depois esse Bombeiro tem de angariar experiência operacional durante alguns anos e só depois se pode dizer ou não que o operacional está pronto para o desafio de ser Bombeiro. Portanto Sr. Presidente, trate lá de fazer o seu trabalho como dirigente e deixe de falar daquilo que não sabe, pois há muito tempo que devia ter deixado o lugar para alguém com competência para o cargo e que viva os Bombeiros apaixonadamente e com espírito de sacrifício, o que não tem sido demonstrado por Vª Exª e pelos seus pares. Já agora e por falar em formar Bombeiros, recorda-se ao Presidente da direção que no período compreendido entre 2012 e 2017 foram formados 50 novos Bombeiros. De 2017 até agora e sob o Comando escolhido pela maioria dos elementos que se encontram hoje como dirigentes da AHBVV, novas dinâmicas operacionais certas ou não e NOVOS Bombeiros NADA.

É mesmo de realçar que de 2017 a 2020 nem um único bombeiro foi formado, o que demonstra bem da capacidade e qualidade do trabalho executado.

Quem está a falhar? os Bombeiros ou os dirigentes?

Deixa-se para a população esta questão para que possam refletir e no futuro se pense bem em que mãos queremos deixar os destinos da Nossa Instituição.

Igualmente tem que ser dito, que existe da parte de outros operacionais, voluntários e contratados da AHBVV que também executam funções de voluntariado fora das horas de trabalho como assalariados, uma total falta de motivação para exercer a função de Bombeiro, prova disso é a falta de assiduidade ao serviço de escala pelos motivos aqui referidos. Como reforço dessa constatação entre o dia 2 e 6 de outubro, o veículo INEM ao serviço no CB foi mandado colocar inoperacional por falta de tripulação no turno entre as 23h e as 08h do dia seguinte, período que deveria ser assegurado por operacionais voluntários.

Perante tudo o que aqui se descreveu, os operacionais do CB exigem no mínimo da parte da direção da AHBVV um pedido de desculpas no mesmo lugar onde os Bombeiros se sentiram desrespeitados, isto é, dentro das instalações do quartel.
6- Hoje e sempre as Instituições são aquilo que as pessoas que as constituem quiserem. A AHBVV é uma Instituição centenária mais propriamente com 135 anos de existência.

Alerta-se para o facto de na apresentação do futuro Comandante do CB, no passado dia 25 de setembro, ter sido proferido pelo indivíduo apresentado aos operacionais como seu líder, …que não lhe interessa o passado…e está só virado para o futuro… Podereis ter a certeza que quem não sentir o passado numa Instituição como a Nossa e não respeite quem vem do passado, dificilmente fará parte do futuro.

O sangue novo e a Juventude são ingredientes necessários nas Instituições para as tornar mais vivas e dinâmicas, no entanto, quem tem a experiência, o saber, os princípios e a doutrina são os do passado e esses também deve ser parte do futuro.

 

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