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Teatro Viriato. “TIMBER”: Companhia Instável apresenta espetáculo que alia dança e percussão

A Companhia Instável apresenta na sexta-feira, no Teatro Viriato, em Viseu, o espetáculo “TIMBER”, que junta no palco seis bailarinos e seis percussionistas naquilo que pretende ser “uma viagem às profundezas da existência”.

A criação da companhia sediada no Porto foi estreada em Braga, em 2019, mas acabou por não circular por causa da pandemia de COVID-19, sendo esta a segunda apresentação do espetáculo, que o grupo espera poder agora rodar pelo país, disse à agência Lusa a diretora da Companhia Instável, Ana Figueira.

“TIMBER”, que é apresentado em Viseu no âmbito do festival “New Age New Time”, tem como base uma composição musical do nova-iorquino Michael Gordon, criada para ser tocada em tábuas de madeira amplificadas.

O espetáculo tem coreografia do catalão Roberto Olivan e interpretação da composição musical pelo grupo de percussão Drumming, dirigido por Miquel Bernat.

“A peça musical é um trabalho muito abstrato, de uma complexidade enorme com os músicos a tocarem em tempos e compassos diferentes, e o trabalho coreográfico é de uma grande dinâmica, com um trabalho extremamente físico, muito dançado, em que o espaço cénico e a disposição dos músicos e das tábuas vai sendo construído e manipulado pelos bailarinos”, explicou Ana Figueira.

Para a diretora da Companhia Instável, esta é uma peça “com uma grande força, com uma grande generosidade e um trabalho, a todos os níveis, muito exigente”.

“Estou com muita vontade de a ver agora, um ano depois, depois deste ano tão diferente nas nossas vidas. Acho que esta peça tem muito a ver com o que se está a passar. Quero ver que outras interpretações este trabalho possa ter neste contexto, porque é quase premonitório”, notou.

Nas palavras de Roberto Olivan, no texto que escreveu para o espetáculo, “TIMBER” é “uma viagem às profundezas da nossa existência, uma visita a cada recanto que deixámos de visitar devido ao medo, ignorância ou abandono de nós mesmos”.

“’TIMBER’ é um ritual que anseia por uma resposta urgente à autodestruição que temos construído ao longo dos anos. As premissas e valores que considerámos indicadores válidos de progresso não valem nada”, afirma o coreógrafo, considerando que o transe hipnótico criado no espetáculo “simboliza o desejo de quebrar as barreiras que limitam o ser humano, mergulhando na liberdade que cada um vê à sua maneira, agitando a sua própria bandeira”.

O espetáculo é apresentado na sexta-feira, pelas 21h00, no Teatro Viriato.

 

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