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Teatro Onomatopeia de Viseu apresenta “peripécias da viagem” de Fernão de Magalhães

O Teatro Onomatopeia da Zunzum Associação Cultural, em Viseu, estreia sexta-feira ‘De volta sem Magalhães’, uma peça que conta as peripécias da viagem, há 500 anos, de circum-navegação de Fernão Magalhães, segundo um dos responsáveis.

É uma peça que, em parte, comemora os 500 anos da viagem de Fernão Magalhães à volta do mundo, e que fala sobre a crónica de António Pigafetta, o cronista da viagem, e, em parte, vamos dar a conhecer ao público as peripécias que aconteceram durante esta revigorante viagem”, adiantou o ator Roger Bento.

Em jeito de sinopse, Roger Bento adiantou que, em cima do palco, vive-se o “ano de 1522, e o cavalheiro italiano António Pigafetta, cronista, cartógrafo e aventureiro, visita a corte do rei João III de Portugal”.

“Uma visita realizada com a licença do imperador Carlos I de Espanha e V de Alemanha, para dar testemunha da primeira circum-navegação do globo terrestre. Pigafetta, como um dos 18 homens que conseguiram retornar à Europa, visa também defender, perante os seus conterrâneos, a controvertida figura de Fernão de Magalhães”, contou.

Nesta ida à corte do rei João III, continuou, António Pigafetta faz-se acompanhar por dois marujos, também sobreviventes da viagem, o português Francisco Rodríguez e o galego Vasco Gómes.

“Embora os seus pontos de vista sobre a gesta heroica nem sempre coincidam, os três fazem questão de relatar ao rei de Portugal a extraordinária viagem e esclarecer o destino trágico do homem que a fez possível”, acrescentou o também presidente da ZunZum Associação Cultural.

Roger Bento, um dos atores em palco, explicou ainda à agência Lusa que a ideia desta peça surgiu com as comemorações dos 500 anos da viagem, que teve início em 20 de setembro de 1519 e demorou 1.125 dias.

“Pela efeméride e também por ter sido um português a comandar as naus que fizeram parte desta viagem, embora não tenha chegado ao fim, por ter sido assassinado, e a direção da ZunZum convidou Carlos Santiago, o nosso encenador galego, para a levar à cena”, explicou.

Com Roger Bento estão também Isabel Legoinha e Márcia Leite no palco do auditório do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) na noite de sexta-feira, dia da estreia, a repetir no sábado e na tarde de domingo.

Com texto e encenação de Carlos Santiago, Roger Bento contou que “tal como a viagem de Fernão Magalhães também teve as suas peripécias ao longo dos três anos em que ela durou, também a estreia desta peça atravessou contratempos”.

“A peça estava pronta para se estrear em maio, mas por causa da pandemia, teve de ser adiada. Parámos todos os trabalhos e retomámos agora, junto ao final do ano, porque ainda a queríamos estrear em 2020, para estar dentro das comemorações dos 500 anos” da viagem de Fernão Magalhães.

Depois da estreia em Viseu, este responsável admitiu que “gostava que a peça fosse em itinerância, ao longo do ano de 2021”, uma “espécie de viagem, por onde seja possível”, do Teatro Onomatopeia.

A primeira viagem à volta do mundo, a bordo da nau Victoria, começou em 20 de setembro de 1519, em Sanlúcar de Barrameda, no sul de Espanha, e terminou em 06 de setembro de 1522, no mesmo local.

Fernão de Magalhães, que planeou a viagem que foi financiada pelo reino de Espanha, não terminou a expedição, uma vez que morreu nas Filipinas, em 1521, aos 41 anos, tendo esta sido concluída por João Sebastião Elcano.

 

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