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Sindicato quer saber como é o ‘lay off’ da empresa de transportes urbanos de Viseu

Os trabalhadores da empresa responsável pelos transportes urbanos de Viseu querem mais informações sobre o tipo de ‘lay off’ que a empresa está a praticar e o pagamento pontual dos salários, disse um responsável sindical. “A empresa só informou os trabalhadores que estava em situação de ‘lay off’, mas todo o processo que diz quem está em ‘lay off’, se é redução, se é suspensão, se é simplificado, ou seja, nada disto foi fornecido ao sindicato, enquanto representante maioritário dos trabalhadores da empresa”, argumentou Hélder Borges.

Este dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP) na região Centro adiantou à agência Lusa que “a própria segurança social, que é quem faz o deferimento do processo de ‘lay off’, também devia ser mais rígida com estas empresas que não cumprem”.

Isto, porque, explicou, “a empresa não está a cumprir com o pagamento pontual dos trabalhadores” e o salário deste mês “começou a ser transferido, a sua maioria, na sexta-feira, porque o sindicato avisou do plenário de ontem”.

A empresa tem vindo, “desde há algum tempo” a “arrastar o pagamento, ou seja, começou a atrasar para dia 02, depois 05, a 08 e no mês passado foi a 17, dia em que realizámos um plenário e antes de o começarmos chegou a informação de que iam ser pagos”, explicitou.

Neste sentido, Hélder Borges questionou se “tem de ser o sindicato a pressionar” para a empresa pagar, uma vez que, “no mês passado, diziam que não havia dinheiro, não havia condições para pagar aos trabalhadores e antes de começar o plenário” surgiu “a informação de que ia ser feita a transferência dos salários”.

Hélder Borges disse que “há um descontentamento muito grande por parte dos trabalhadores, porque continuam a não entender porque é que a empresa está a utilizar os trabalhadores nesta situação”, pois “com a empresa em ‘lay off’, os trabalhadores acham que estão a ser utilizados para outras coisas que não o erviço ao público”.

Ficou agendado “um novo plenário para o dia 06 de abril, porque os trabalhadores não aceitam que todos os meses se ande nesta situação de a empresa não cumprir pontualmente com os salários”, reforçou.

À agência Lusa Hélder Borges referiu que das três resoluções saídas no plenário de fevereiro entregues à administração da empresa, à Câmara Municipal de Viseu e à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), só esta última respondeu. “Até ao momento, só temos resposta da inspeção de trabalho que fez um contacto telefónico a dizer que iam pressionar a empresa nos pagamentos, mas foi a única a reagir.

A Câmara Municipal [de Viseu] que entregou este serviço à Berrelhas deve fazer com que a empresa cumpra com os seus encargos – tem de pressioná-la para cumprir com as suas obrigações”, sublinhou.

Tal como a segurança social “porque se a empresa está num processo de ‘lay off’, obrigatoriamente tem de ter as dívidas em dia, e não pode estar com os pagamentos atrasados aos trabalhadores”, defendeu o sindicalista.

 

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