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Reparação da EN 222 em Cinfães terá custo de cerca de um milhão de euros

O presidente da Câmara Municipal de Cinfães disse hoje à agência Lusa que a requalificação da Estrada Nacional 222 (EN 222) deverá ter um custo de um milhão de euros (ME) e que a via estará encerrada por “alguns meses”.

“A grande preocupação é resolver a situação o mais rápido possível. É uma situação grave, de grande dimensão e a previsão dos técnicos da Infraestruturas de Portugal (IP) é de que o investimento rondará um milhão de euros”, disse Armando Mourisco.

O autarca de Cinfães falava à agência Lusa depois de uma reunião com técnicos da IP, junto do local onde a EN 222 cedeu, após o abatimento do talude para a via, no domingo, devido ao mau tempo.

“Está feito o levantamento e na próxima semana serão feitos os estudos geotécnicos para verem as condições do terreno e estão a trabalhar na solução que seja mais rápida, para evitar perdas de tempo”, acrescentou.

Isto porque “a obra tem de ser executada o mais rápido possível, porque é uma via importantíssima para o concelho” e, ainda assim, “é certo que a obra demorará sempre alguns meses, até pela sua complexidade”.

“É uma obra difícil, trata-se de um muro, um talude, de 10 metros, que cedeu, uma ribanceira grande, com trabalhos difíceis e terá de ser bem feito, com muitas drenagens de água, porque foi a água que fez aquilo ao longo dos anos”, precisou.

O autarca adiantou ainda que os técnicos estiveram a estudar uma via alternativa, tendo em conta “as estradas primárias que existiam, e ficaram de analisar o benefício e tempo para se ver a melhor solução” enquanto a EN 222 está cortada.

O buraco na estrada deu-se ao quilómetro 73 e, como alternativa, “está o caminho municipal 1015 e também outras duas, como o caminho municipal 1016 e a estrada municipal 556-3”.

“A EN 222 serve metade do concelho, de ligação ao centro da vila de Cinfães, não só para nós, cinfanenses, mas também para quem diariamente vai trabalhar, para os transportes escolares e para todos os que a usam para as atividades ligadas à economia”, descreveu.

Neste sentido, Armando Mourisco admitiu que “é uma grande dor de cabeça e um prejuízo enorme” para a economia local, mas também, porque “as vias alternativas não foram pensadas para o fluxo de trânsito que passa na EN 222”.

Armando Mourisco reconheceu que, “atualmente, as estradas estão boas, mas, com o tempo, e a previsão é de alguns meses, vão acabar por se deteriorar, porque têm uma dimensão inferior e não foram pensadas para a passagem de milhares de toneladas semanais”.

“Temo e é a minha grande preocupação agora, porque, infelizmente, não temos alternativa e, por isso, ainda ontem [quarta-feira] dei seguimento a uma série de despachos, porque o que importa agora é garantir a segurança máxima de circulação”, assumiu.

O presidente destacou, entre os vários despachos que fez, a “realização de vistorias, com caráter prioritário, nos trajetos que incluem os taludes, muros, passagens e drenagens de água, e aos pisos, porque agora o peso vai ser superior”.

“Como a largura da via também não é a ideal, é normal que alguns veículos se aproximem mais dos taludes e, por isso, tenho de ter a certeza de que estão tão seguras quanto aparentam”, defendeu o autarca.

Armando Mourisco disse ainda que pediu para se “colocar sinalização vertical, espelhos parabólicos nas passagens mais estreitas, muros em zonas específicas, avisos e sensibilização aos condutores”.

 

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