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Fotografia GNR Viseu

Rede criminosa que se dedicava a furtos em todo o país começa a ser julgada no tribunal de Viseu

A megaoperação da GNR esta terça-feira em curso no distrito do Porto, que já levou à detenção de pelo menos 15 pessoas, envolve 300 agentes de forças de segurança nos concelhos de Gondomar, Penafiel, Paços de Ferreira, Vila Nova de Gaia e Matosinhos.

Em declarações à Lusa, o tenente-coronel Adriano Resende, do Subdestacamento da GNR de Viseu, explicou que é nestes concelhos que residirá a rede criminosa que se dedicava a furtos a residências e a estabelecimentos comerciais em todo o país.

Inicialmente, o balanço apontava para 13 detidos, mas, em declarações à RTP, o tenente-coronel Adriano Resende adiantou que o número de detidos subiu para 15.

Foram ainda constituídas arguidas mais 14 pessoas, o que eleva para “29 o total de pessoas envolvidas no processo na ótica de detidos e de arguidos no processo”. No último ponto de situação feito aos jornalistas, a GNR afirma ter apreendido três veículos, 20 mil euros em dinheiro, notas falsas, equipamentos informáticos e outras “quantidades de consideráveis” de relógios, marcas e ouro vivo.

Segundo disse à agência Lusa a porta-voz da GNR, a investigação começou em Viseu e acabou esta terça-feira por se alargar a vários concelhos do Grande Porto, onde decorrem dezenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias.

No terreno estão operacionais da GNR de vários comandos territoriais e da unidade de intervenção da Guarda, da PSP, incluindo agentes da Unidade Especial de Polícia, da Autoridade Tributária, da ASAE e da CPCJ, porque em alguns alvos “existem crianças e poderá haver necessidade de prestar um apoio adequado”.

“Cremos que esta operação é o primeiro embate para levar à justiça quem merece e também pode ser uma forma de ouvir outros lesados, que ainda não manifestaram a intenção de requerer procedimento criminal contra os autores dos furtos”, considerou o responsável pela investigação.

“Apesar deste número enorme de furtos já efetuados, haverá outros mais que ainda não são conhecidos do processo e que podem agora vir a ser conhecidos”, sublinhou.

Segundo disse à Lusa, esta investigação tem cerca de um ano, tendo começado em Viseu, com três furtos em residências, mas no decorrer da mesma foi possível conhecer a sua dimensão nacional.

“Estamos a falar de um grupo de cerca de 30 pessoas com ligações familiares e entre famílias que sinalizam as residências, aquelas que são mais isoladas, rondam-nas e quando se apercebem que têm oportunidade de entrar acabam por fazer o furto e retirar tudo o que é de valor e fácil de dissimular e transportar, nomeadamente ouro e dinheiro”, relatou.

Nos estabelecimentos comerciais, os suspeitos, de uma forma dissimulada, no corpo ou através de sacos com proteção para não ser detetado nos alarmes, furtavam bens em lojas de roupa, de desporto, por exemplo, roupas com valor”, explicou o tenente-coronel Resende.

Depois, estes bens eram introduzidos no mercado, “através de vendas ‘online’ e através de estabelecimentos próprios para o assunto”.

“Chegaram a furtar também alimentação, e estou a falar em artigos como picanha, bacalhau, salmão, camarão, produtos com valor que depois eram introduzidos no mercado através de estabelecimentos de restauração”, acrescentou.

 

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