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Mosteiro em ruínas em Mangualde começa a ser recuperado

A igreja do Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão, classificado como Monumento Nacional desde 2002, vai começar a ser recuperada, anunciou a Direção Regional de Cultura do Centro.

O mosteiro, que se encontra em ruínas, tem um projeto de recuperação que foi alvo de uma candidatura ao Programa Operacional Regional do Centro.

“O concurso público para a empreitada de obras públicas foi lançado a 12 de maio de 2020, com um preço base de 447.292,45 euros”, refere a DRCC (dona da obra), acrescentando que, entretanto, a empreitada foi adjudicada por 400.608 euros e as obras vão agora arrancar.

O início das obras – que incluem a reparação da cobertura da igreja e a estabilização de algumas paredes desta zona do mosteiro — é assinalado sexta-feira, numa sessão que contará com a presença da secretária de Estado adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira.

Outrora morada de monges, o Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão encontra-se atualmente longe dos seus tempos áureos e a necessitar urgentemente de obras de conservação.

Vários espaços do edificado foram usados para depósito de alfaias e de produtos agrícolas e até para albergar galinhas.

Segundo a DRCC, esta obra não é apenas importante pela recuperação do imóvel, mas também para a “interpretação cultural, histórica e arquitetónica do lugar através da criação de uma exposição de longa duração e a sua inserção nos roteiros culturais e turísticos do município de Mangualde”.

Os serviços culturais da Câmara de Mangualde já elaboraram um plano de programação cultural que envolve diversos agentes culturais locais e nacionais.

Em julho do ano passado, foi assinado um protocolo entre a autarquia, a família proprietária e a DRCC relativo ao projeto de recuperação da cobertura do edifício.

O Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão, que foi erigido em 1173, por D. Soeiro Teodoniz (privilegiado do rei D. Afonso Henriques), foi inicialmente ocupado por monges da Ordem Beneditina, mas que cedo abraçaram a de Cister.

Situa-se numa planície fértil, junto a um rio, o que permitia o sustento dos monges, a meditação e o culto religioso.

Arquitetonicamente, são visíveis as várias fases de construção do imóvel: a torre é do século XII, o edifício monacal e os claustros do século XVII e a igreja elíptica do século XVIII.

Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o mosteiro passou para mãos de particulares.

O já falecido historiador Alexandre Alves escreveu, em 1961, que quando viu o mosteiro pela primeira vez, cerca de 25 anos antes, se recusou a acreditar que “a indiferença dos homens — ou lá o que é — deixasse chegar a tal estado o histórico monumento cuja fundação se seguira, de muito perto, à da nacionalidade portuguesa”.

 

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