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Líder do CDS-PP contra regionalização e disse em Viseu querer “descentralizar a sério”

O presidente do CDS-PP salientou ontem em Viseu que, o partido é “contra a regionalização” porque o modelo “cria tachos e tachinhos” e aumenta a despesa pública e apontou que o objetivo dos centristas é “descentralizar a sério”.

“O CDS é contra a regionalização, e eu convido todos os partidos, já que estamos em véspera de eleições, a dizer qual é que é a sua posição sobre a regionalização em Portugal”, afirmou Francisco Rodrigues dos Santos.

O líder do CDS-PP falava num jantar-comício, em Viseu, da campanha eleitoral para as legislativas de domingo.

A iniciativa reuniu cerca de uma centena de pessoas, entre as quais o cabeça de lista por círculo eleitoral, Manuel Marques, e o vice-presidente do partido Paulo Duarte.

Rodrigues dos Santos justificou que a regionalização “divide o que é bom”, a “ideia de Estado nação, Portugal unido e coeso” e “multiplica o que é mau”.

“Este modelo que querem impor aumenta a classe política, cria tachos e tachinhos para os partidos do sistema do bloco central, cria mais corrupção, mais dívida, mais impostos, mais despesa pública e o país fica rigorosamente como está”, criticou.

Na ótica do presidente do CDS-PP, “isto como está não pode ficar mais”, porque Portugal “está altamente desigual com assimetrias preocupantes”, o interior “tem perdido nos últimos 20 anos milhares e milhares de pessoas e a solução que o CDS propõe não é mais Estado, é um Estado com qualidade e uma administração de proximidade”.

“Nós queremos descentralizar a sério, descentralizando serviços da administração central do Estado em delegações distritais. Não queremos cinco regiões, temos 18 distritos, queremos serviços da administração central em delegações distritais com uma política de proximidade em áreas que são fundamentais”, explicou.

Com esta medida, o partido quer “fixar pessoas” e “responsabilizar a administração do Estado pela política de desenvolvimento territorial”.

“E queremos acabar com esta apropriação indevida de fundos comunitários na administração central em Lisboa, porque Portugal não é Lisboa e o resto não é paisagem, não há portugueses de primeira nem portugueses de segunda”, criticou.

No seu discurso, o presidente centrista referiu ainda a proposta que consta no compromisso eleitoral do CDS-PP sobre a reforma do sistema eleitoral e que passa por “criar círculos uninominais e plurinominais e um círculo nacional de compensação”.

O CDS quer “alterar a geometria da distribuição dos mandatos por círculos” para que o “interior eleja mais deputados, tenha mais peso na Assembleia da República, tenha mais voz, para que os assuntos do interior sejam discutidos, para obrigar a Assembleia da República a legislar e a encontrar soluções para dois terços do território”.

E salientou que “o CDS tem soluções, tem propostas” e não “defende tonterias”, não é um “partido de Lisboa e do Porto”, nem de “só onde existe praia”.

“Perguntem a esses partidozinhos da moda onde é que se candidataram nas eleições autárquicas”, acrescentou Rodrigues dos Santos, referindo que foram “zero” nos distritos do interior.

 

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