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Imagiologia do hospital de Viseu cresce e separa doentes urgentes dos programados

O diretor de imagiologia do hospital de Viseu disse que o serviço aumentou a sua capacidade em salas e equipamento para separar os doentes da urgência dos que estão programados, num investimento na ordem dos 500 mil euros.

“O grande objetivo desta sala, que era um anseio nosso há anos, mas que se tornou particularmente necessária com a pandemia, é separar os doentes do serviço de urgência dos que estão na sala de espera para exames programados. Assim, não se misturam”, adiantou Duarte Silva.

O responsável pelo serviço de imagiologia do Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV) explicava aos jornalistas que “é possível controlar o número de exames programados, mas não se consegue programar o número de exames que chegam pela urgência”, e deu como exemplo um eventual acidente de autocarro que poderá “aumentar imenso” as necessidades.

Assim, explicou, “será possível manter os exames programados, sem atrasos, porque os doentes não serão misturados”, além de “evitar contágios de doenças” e isso tornar o “serviço mais seguro”, além de se “evitar atrasos nos exames programados”.

“Aqui faz-se todo o tipo de exames gerais, desde raio-x do tórax, de coluna, dos pés, das mãos, do crânio. Ou seja, todo o tipo de exames de radiologia convencional proveniente do serviço de urgência”, precisou.

A sala está “estrategicamente colocada” do outro lado do corredor do acesso às urgências, “entre a sala de urgência e a nova sala de ecografia de urgência, precisamente para todos os doentes de urgência serem atendidos nesta ala sem entrarem no serviço central” da imagiologia e que são, “seguramente, mais de 100.000 por ano”.

Duarte Silva acrescentou que com a entrada em funcionamento desta sala, a quarta do género no serviço e que já fez “pontualmente alguns exames nos últimos dias, mas que só estará a 100% no final do mês”, estão a ser ultimados pormenores logísticos e tudo isso “vai permitir fechar o resto do serviço durante a noite e ter as pessoas concentradas” naquele espaço.

“Estamos a falar em investimentos na ordem dos 500 mil euros, sendo que o investimento mais caro é o equipamento que já é muito moderno, muito mais versátil e, por exemplo, permite fazer os exames na própria maca, sem termos de mudar os doentes”, precisou.

À frente do serviço desde 2012, Duarte Silva contou aos jornalistas os avanços que a imagiologia no CHTV tem vindo a fazer, em especial desde 2018, com a compra de novo equipamento, “algum topo de gama mesmo, que não envergonha junto de qualquer hospital do mundo”.

Numa visita guiada aos jornalistas, o médico “apresentou” a “nova sala de ecografia, também destinada ao serviço de urgência, e que se soma às outras três já existentes”, assim como a “sala dos exames contrastados”.

“Chama-se uma mesa telecomandada para exames contrastados e que veio substituir um outro que estava avariado e que ainda vinha do hospital antigo, ou seja, antes de 1997”, ano de inauguração do atual edifício hospitalar.

Entre o equipamento que mostrou, Duarte Silva destacou o dos estudos mamários que, “após um período, em 2018, em que nem era possível fazer exames”, passou em 2019 a estar equipado “com um dos melhores aparelhos a nível nacional, melhor que alguns hospitais centrais”.

“Na área da mamografia e ecografia mamária estamos a fazer o que se faz de melhor em qualquer lado. Neste momento, fazemos todo o tipo de diagnóstico da patologia mamária”, acrescentou Duarte Silva.

Este responsável não escondeu o desejo de “ter ainda este ano”, o que o diretor clínico, Eduardo Melo, presente na visita, considerou “muito difícil, tendo em conta o orçamento”, um “novo aparelho de TAC com muito mais precisão”.

“Será um TAC que permite fazer estudos de batimentos cardíacos e que os atuais TAC não permitem. É um equipamento topo de gama. Os atuais fazem 16 cortes simultâneos e o outro faz 128, ou seja, permite estudar a mesma parte do corpo muito mais rápido, portanto, permite por cada batimento cardíaco fazer um maior número de exames e mais instantâneos”, explicou Duarte Silva, que disse ser “esta agora a sua luta para melhorar o serviço”.

“Estamos a procurar encontrar um programa de financiamento dentro do orçamento do Estado que contemple uma rubrica de requalificação de imagiologia a nível nacional, onde se possa incluir, porque é um investimento muito acima disto que já está feito”, admitiu Eduardo Melo.

 

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