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Fernando Ruas (PSD) não está disponível para aplaudir ministros que vão a Viseu fazer anúncios

O candidato do PSD à presidência da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, avisou o Governo que, se for eleito, não estará disponível para aplaudir ministros que se desloquem ao concelho apenas para fazer anúncios.

“Estamos disponíveis para aplaudir os ministros e os secretários de Estado quando vierem trazer obras da sua responsabilidade. Se é para virem de 15 em 15 dias sem uma obra plausível, então guardem o dinheiro do erário público para outras coisas”, aconselhou, na segunda-feira à noite, o antigo presidente da Câmara de Viseu e da Associação Nacional de Municípios Portugueses.

Ao intervir na sessão pública de apresentação dos candidatos do PSD à Câmara e à Assembleia Municipal, Fernando Ruas disse que o desenvolvimento de Viseu “nada tem a ver com as ajudas da administração central”.

“Fizemos isto apesar do PS que, para grande satisfação dos viseenses, aqui nunca pôs o punho e este é seguramente o segredo do nosso desenvolvimento”, considerou.

O candidato social-democrata, que governou a Câmara de Viseu durante 24 anos, entre 1989 e 2013, realçou que Viseu ganhou população “apesar do centralismo de Lisboa, apesar da forma como Lisboa tem tratado este interior”.

“Se Lisboa tratasse o território nacional como nós tratamos o território que nos foi confiado, seguramente o país era outro, era um país bem mais desenvolvido, que não se teria deixado ultrapassar por aqueles parceiros da União Europeia que ainda há pouco tempo tiveram condição de Estado Membro e que nos passam com uma facilidade espantosa”, considerou.

Fernando Ruas exigiu respeito e avisou aqueles que governam a nível central: “somos do interior, mas não somos parvos”.

O economista e deputado parlamentar lembrou que Viseu foi considerada a melhor cidade para viver e que, “não estando nas áreas metropolitanas de Lisboa ou do Porto, não estando situado no litoral algarvio, é o único concelho que não é de baixa densidade”.

“Nós sabemos exatamente como desenvolver um concelho, como ajudar uma comunidade a ter qualidade de vida”, garantiu.

Fernando Ruas lançou ao principal adversário, o socialista João Azevedo, um desafio: “se tem algum modelo comparativo para apresentar pois que o apresente, mas se é aquele que implementou durante dez anos esse não nos serve, esse levou à desertificação do concelho [de Mangualde, onde foi presidente da Câmara]”.

Se for eleito, Fernando Ruas terá como prioridades a construção de uma barragem para acabar com as preocupações do abastecimento de água e do Centro de Artes do Espetáculo junto à fonte cibernética, que será “parte integrante de uma urbanização muito grande” que servirá para “equilibrar a cidade”.

“A cidade cresceu muito a sul e precisa de algum crescimento a norte”, justificou, acrescentando que pretende também “fazer finalmente o parque urbano da Aguieira”.

Retomar os jogos desportivos, fazer a radial do Caçador (para desencravar a ligação até à autoestrada A25), melhorar a recolha dos resíduos sólidos urbanos, colocar rede sem fios em todo o concelho e repavimentar a malha viária são outras prioridades do candidato.

Nas eleições autárquicas de 2013, Fernando Ruas não se pode voltar a candidatar devido à lei de limitação de mandatos. Almeida Henriques foi o candidato vencedor do PSD, que ficou à frente do município até abril deste ano, quando morreu na sequência de complicações provocadas pela covid-19.

 

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