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Fernando Ruas, presidente da CM de Viseu e da CIM Viseu Dão Lafões

Fernando Ruas faz balanço positivo do regresso à Câmara de Viseu, que encontrou diferente

Fernando Ruas (PSD) faz um balanço positivo do primeiro ano de mandato à frente da Câmara de Viseu, onde regressou depois de uma ausência de oito anos, e diz que encontrou uma organização diferente da que deixou.

Em declarações à agência Lusa, Fernando Ruas diz que não só o poder local está “bem diferente” do que conhecia, com uma normalização que retira “um pouco a capacidade de iniciativa e de inovação dos autarcas”, mas refere também que a Câmara de Viseu mudou no aspeto organizacional.

“A organização é um bocado diversa daquela que eu deixei e que eu imaginava, portanto, uma boa parte do trabalho deste primeiro ano é de adaptação da estrutura àquilo que é a nossa conceção de gestão”, explica o autarca, que já tinha liderado o município durante 24 anos (entre 1989 e 2013).

No entanto, “há coisas que não se podem mudar repentinamente”, sendo preciso “fazer uma análise fina para ver onde há coisas que não estão bem” e depois corrigi-las.

Nas eleições autárquicas de 2013, Fernando Ruas não pôde voltar a candidatar-se devido à lei de limitação de mandatos. Almeida Henriques foi o candidato vencedor do PSD, que ficou à frente dos destinos do município até abril de 2021, quando morreu na sequência de complicações provocadas pela covid-19.

Quanto, há cerca de um ano, Ruas tomou posse, os efeitos da pandemia ainda se sentiam e, a este problema, juntou-se “o processo inflacionista, que tem repercussões impressionantes”, ou seja, vários fatores acabaram por interferir no andamento dos projetos.

Segundo Fernando Ruas, outra das dificuldades foi “a própria natureza dos projetos, muito sensíveis”.

“Depois, notámos muito erros de projeto. Os projetos, normalmente, têm de ser todos verificados e há erros em quase todos os projetos”, conta o autarca.

A somar a isto, há o problema da revisão de preços e, neste âmbito, Fernando Ruas está convencido de que “todas as obras, em Viseu e em qualquer lugar, estão atrasadas”, não havendo “uma organização que neste momento possa dizer que começa e acaba as obras nos prazos estipulados”.

Ruas dá como exemplo obras como as de requalificação do mercado e da central de camionagem (centro de mobilidade), que partilham os mesmos problemas: “erros de projeto, faltas de materiais, revisões de preços”.

“As grandes obras que a câmara tem a andar e que podem modificar o panorama da cidade e do concelho são obras com dificuldade e que se vão arrastando, portanto, não vale a pena estar a definir o horizonte temporal para elas acabarem”, esclarece.

Questionado sobre a oposição socialista, Fernando Ruas diz que “tem havido um bom relacionamento”, mas que não houve “nenhuma proposta especial que tenha sido apresentada formalmente e que tenha sido debatida”.

“Aprovaremos todas as propostas da oposição que tenham pés para andar”, garante o social-democrata, acrescentando que, no entanto, o seu executivo é que foi eleito para gerir o concelho.

O socialista João Azevedo também reconhece o bom relacionamento institucional, com uma “relação de frontalidade nas reuniões de câmara”, que considera fundamental.

No entanto, o antigo presidente da Câmara de Mangualde lamenta que, das “dezenas de sugestões” feitas pela oposição neste ano de mandato, “nenhuma delas, ou muito poucas, tiveram a atenção política da maioria executiva”.

“Temos tido um comportamento exemplar naquilo que toca à dedicação, à perseverança e a ouvir os cidadãos. Temos feito depois uma passagem direta para as reuniões de câmara, mas o que é certo é que depois há uma limitação muito grande na afirmação, até porque o contraditório é difícil de fazer”, refere.

Uma vez que o PS não ganhou as eleições autárquicas na capital de distrito, enquanto oposição, tem de se submeter “à decisão da democracia”, mas deixa uma certeza: “se eu for presidente de câmara, e vou ser, muitas destas regras vão ser alteradas”.

João Azevedo considera que, no que respeita à execução material de obras neste primeiro ano, “muito pouco” foi feito e, atualmente, o concelho de Viseu “não tem uma definição estratégica daquilo que é preciso” em áreas como o emprego, a juventude e a educação.

“Fazemos uma oposição séria, mas naturalmente que percebemos que o concelho andou muitos anos para trás e é um concelho parado, que se gere no dia a dia, sem uma perspetiva de futuro. As pessoas olham o concelho para viver, mas sem a perspetiva de ser um concelho de investimento, de previsão de ter cá os seus filhos, os seus netos”, lamenta.

 

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