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Deputada do PSD Viseu, Cristiana Ferreira questiona Governo sobre preparação e combate aos incêndios

O Partido Social Democrata (PSD) desafiou o Governo a assumir se está condições de garantir aos portugueses que estão disponíveis todos os meios necessários para o combate aos incêndios rurais, de forma a não comprometer a eficácia dos corpos de bombeiros. Numa intervenção na Assembleia da República, a deputada do PSD eleita pelo Círculo Eleitoral de Viseu, Cristiana Ferreira, questionou a Secretária de Estado da Administração Interna “se não seria prudente que houvesse um plano B com uma maior intervenção dos meios terrestres”.

A deputada de Viseu, relembrou que o Ministro da Administração Interna esteve este domingo, em Tondela, no âmbito da comemoração do Dia Nacional do Bombeiro. Segundo Cristiana Ferreira, “ficou ciente das dificuldades que os bombeiros atravessam”.

Numa zona e região fustigada pela tragédia dos incêndios, com vidas humanas perdidas, casas ardidas, hectares extensos de floresta destruída, segundo a parlamentar, as previsões para os próximos meses, de temperaturas elevadas e ausência de chuva, sugerem que Portugal pode estar a caminhar para, novamente, para uma “época de incêndios muito complexa”.

Desta forma, “as nossas bombeiras e os nossos bombeiros merecem melhores condições e respeito.” Em intervenção no Parlamento, a deputada social-democrata recordou que o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), que foi apresentado pelo Governo, previa 34 meios aéreos, mas a Força Aérea sinalizou que apenas estiveram garantidos 23 meios aéreos, ou seja, menos 11 dos que estavam previstos até hoje.

Segundo a parlamentar, previu o Governo, para o período de 1 de junho a 30 de setembro, que estariam disponíveis 72 meios aéreos, “mas sabe-se agora que este número não se conseguiu concretizar, faltando sete helicópteros”.

De acordo com o que já foi divulgado, Cristiana Ferreira referiu também que a Força Aérea também não conseguiu concretizar o concurso relativo aos dois aviões anfíbios.

Além disso, em agosto de 2022, a Força Aérea assinou o contrato de aquisição de seis helicópteros bombardeiros médios (Sikorski UH-60, Black Hawk) que vinham substituir os Kamov, comprados em 2006, por 348 milhões de euros e com um “longo historial de problemas”. O contrato previa, segundo o PSD, a entrega dos dois primeiros helicópteros no primeiro trimestre do presente ano. “Desconhecemos se já foram entregues”, acrescenta Cristiana Ferreira.

Além disso, a deputada recordou que os Helicópteros Kamov alugados pelo Estado, em 2020, para combater os fogos não podem, atualmente, voar, porque os pilotos, de nacionalidade ucraniana, não falam a língua portuguesa.

Neste sentido, a deputada social-democrata alertou o Governo que “os procedimentos de contratação de meios aéreos deveriam ter sido devidamente acautelados, em tempo, por parte do Governo”, de forma a garantir um combate eficaz aos fenómenos que possam vir a surgir em breve.

 

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