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Covid-19: Pandemia faz crescer problemas financeiros nas Misericórdias de Viseu

O presidente do secretariado regional de Viseu da União das Misericórdias alertou hoje para a “pancada financeira” que as instituições estão a ter com a pandemia e disse que no distrito há algumas que estão abaixo da linha de água.

“A verdade é que, para quem tem surtos, o esforço e a pancada financeira são muito grandes, porque os custos aumentam de forma exponencial, quer pela via do consumo de equipamentos de proteção individual, quer pelo trabalho suplementar que acontece”, explicou à agência Lusa José Tomás.

O também provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mangualde, atualmente com dois surtos, um na Residência Sénior e outro no Lar da Sra. do Amparo, destacou que teve de “contratar dois médicos e enfermeiros para fazer face aos casos” nas instituições.

“Há um reforço de recursos humanos, que traz um brutal aumento de custos e, por outro lado, há uma redução significativa da receita, também porque não há admissões neste período, enquanto houver casos ativos”, reconheceu.

José Tomás lembrou que as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), e não só as da Misericórdia, “antes da pandemia, já viviam com muitas dificuldades e com resultados negativos”, resultados que “não são por má gestão, mas sim por subfinanciamento do Estado e por dificuldades das famílias” dos utentes.

“Neste cenário covid, e neste cenário de surtos, é uma dificuldade acrescida grande e que é difícil atravessar, vai levar muito tempo. Há algumas Misericórdias no distrito que estavam na linha de água, ou abaixo da linha de água, antes da pandemia, e agora estão ainda situação pior”, admitiu.

Ainda assim, este responsável congratulou-se por ainda não haver mensalidades de utentes por pagar, por causa da pandemia, “há os que já havia antes, e é recorrente, mas atualmente está-se na fronteira, porque a economia está a agravar-se e a situação familiar também”.

O desemprego que poderá surgir será também outra situação que o provedor apontou para um futuro próximo, uma vez que “haverá menos procura da institucionalização das pessoas, até para as pensões serem o garante da casa”.

José Tomás disse que tem “consciência de que os recursos escasseiam e o Estado tem dado uma resposta boa, e a possível” e, por isso, “a responsabilidade é de todos, as pessoas têm de se reinventar nas suas vidas, assim como as próprias instituições”.

“Mas sem nunca esquecer o nosso princípio básico de existência, que é ajudar quem mais precisa. Mas também é verdade que tem de haver cooperação com o Estado, porque será muito difícil as IPSS sozinhas ajudarem, o Estado tem de ajudar as IPSS”, defendeu.

Atualmente, vivem-se ainda surtos em instituições da Santa Casa da Misericórdia em quatro concelhos do distrito de Viseu, como é o caso de Mangualde, Armamar, Vouzela e São Pedro do Sul e, “depois, há casos pontuais em diversas instituições, mas controladas, sem efeito de surto”.

 

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