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Congresso da Fenprof em Viseu debate necessidades e investimento da Educação

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) organiza em Viseu o 14.º congresso, no próximo fim de semana, onde a valorização dos professores, as necessidades e o financiamento da Educação estão na base do encontro.

A Fenprof, pretende neste dois dias, que Viseu seja a capital dos professores em Portugal, é tempo de também ser tempo dos professores”, assumiu Mário Nogueira na apresentação do 14.º congresso que se realiza em Viseu, em 13 e 14 de maio.

O sindicalista Mário Nogueira defendeu que “os professores não podem continuar a ser um grupo profissional (…) que é esquecido, que fica para trás”, sem que os problemas fiquem resolvidos.

Mário Nogueira disse que, “34 mil professores irão sair” do ensino, mas, segundo referiu, “as expectativas efetivas poderão apontar para bem mais. Segundo os números oficiais, são 34 mil professores até ao final da década”.

E é também “preciso tornar atrativa a profissão, resolvendo estes problemas para que eles regressem, é preciso tornar atrativa a profissão para que aqueles que concluam o secundário queiram ser professores (…) e por último é preciso estimar os que cá estão e que, às vezes, são esquecidos”.

“Respeitar e estimar os que já cá estão passa também por resolver, desde já, começar a dar respostas para os problemas que são vivos pelos que já cá estão e estes vão ser tónicas, a par de outras, a questão da descentralização, a questão das escolas os problemas que têm a ver com as aprendizagens, com a recuperação de défices, com a pandemia, com o ensino particular, o dos investigadores que têm o maior nível de precariedade”, referiu Mário Nogueira.

O congresso será também o local onde vai ser debatido “um problema comum que é a falta de financiamento” entre as áreas da Educação como o ensino, a ciência e a investigação.

Mário Nogueira lembrou que as organizações mundiais apontam que os países “devem usar 6% do PIB na Educação e 3% na Ciência, sendo que Portugal, usa 3,9% na Educação e 1,3% na Ciência”.

Mário Nogueira assumiu que a Fenprof está “disponível para negociar com o Ministério da Educação para que este aumento possa ser faseado, ao longo da legislatura, porque é uma situação que não se resolve num ano” e, por isso, também será tema de debate no 14.º congresso, em 13 e 14 de maio, em Viseu.

Os investigadores, segundo Mário Nogueira, vão marcar presença também no 14.º congresso da Fenprof, em Viseu, que é constituída por sete sindicatos, e que já tem confirmadas as presenças de 667 delegados, 85% dos quais eleitos nas escolas de todo o país.

Entre os convidados estão 24 organizações internacionais, vindas da Europa, África e América, maioritariamente da América do Sul, num total de 15 países e 32 participantes e, a nível nacional, estão confirmados 25 organizações mais os convidados da Fenprof.

 

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