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Câmara de Viseu sucede à Universidade de Aveiro na direção da Orquestra Filarmonia das Beiras.

A Câmara Municipal de Viseu foi ontem eleita para ocupar o lugar de Presidente da Direção da Associação Musical das Beiras, no próximo triénio de 2020-2022, fazendo-se representar neste cargo pelo Vereador da Cultura e Património do Município, Jorge Sobrado.

No historial da Direção, a Câmara Municipal sucede à Universidade de Aveiro, que até então liderava a Associação que tutela a Orquestra Filarmonia das Beiras. Até à data, a Câmara Municipal de Viseu presidia ao seu Conselho Fiscal. 

Para o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, António Almeida Henriques, “esta eleição é um importante reconhecimento dos nossos parceiros sobre a dinâmica e o lugar de referência que Viseu tem construído na cultura, na música e no património histórico”.

Fundada em 1995, a Associação Musical das Beiras é uma instituição cultural sem fins lucrativos que, em articulação com o Ministério da Cultura, através da Direção-Geral das Artes, e outras autarquias e instituições da Região Centro, apoia de forma regular a atividade da Orquestra.

Atuando essencialmente a nível regional, através da Orquestra, tem procurado assumir um papel ativo na democratização e descentralização cultural, promovendo e desenvolvendo iniciativas direcionadas para a captação, formação e fidelização de públicos, assim como para o apoio à formação de jovens músicos.

Com uma forte ligação a Viseu, tendo já aqui protagonizado inúmeros espetáculos, a Orquestra Filarmonia das Beiras, assinala, no final de 2020, os seus 23 anos de existência, dando continuidade a um prestigiado percurso neste universo musical.

Reconhecida pela Direção-Geral das Artes como uma das três Orquestras Regionais do País, é composta por 27 músicos de cordas, sopros e percussão, de diversas nacionalidades, sendo o seu historial pautado não só pela componente de atuação musical, dentro e fora de portas, mas também por uma forte vertente pedagógica, de ensino musical e formação de públicos. 

No repertório da Orquestra figuram obras musicais que vão desde o século XVII ao século XXI, pese embora a sua Direção Artística tenha dado particular importância à interpretação da música portuguesa, quer ao nível da recuperação do património musical, como à execução de obras dos principais compositores do século XX e XXI.

Desde 1999 que a Orquestra tem no Maestro António Vassalo Lourenço a sua Direção Artística. Iniciou a sua formação e atividade musical desde muito jovem, na Fundação Calouste Gulbenkian, na qual estudou violino e integrou o seu Coro Infantil.

Seguiu-se o estudo de Canto, na Academia dos Amadores de Música, e mais tarde o Curso Superior no Conservatório Nacional de Lisboa. É Mestre em Direção de Coro e Orquestra e Doutorado em Direção de Orquestra, ambos pela Universidade de Cincinnati (EUA).

Como Maestro convidado dirigiu diversas Orquestras e Coros em Portugal, Espanha, França e Estados Unidos da América.

O seu percurso é marcado por uma contínua aposta na formação, junto de grandes nomes da música clássica, mas também por diversos reconhecimentos em concursos internacionais e pela sua ligação a grandes projetos de relevo e sucesso.

É o caso do Estúdio de Ópera de Centro, nascido em 2006, através do qual tem desenvolvido uma componente formativa de relevo, para além de democratizar o acesso a produções de ópera um pouco por todo o país, desde óperas de repertório, portuguesa e para crianças.

 

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