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Câmara de Cinfães abdica de dois por cento das receitas do IRS

O presidente da Câmara de Cinfães disse à agência Lusa que a autarquia vai abdicar, em 2021, de dois por cento do IRS para apoiar as famílias.

“Vamos abdicar de cerca 100 mil euros no IRS, em 2021, para os deixar ficar nas famílias, uma vez que vamos abdicar de dois por cento. E isto, a juntar aos apoios escolares, ao arrendamento, aos transportes ou ao comércio, são alguns milhões de euros que estamos a investir para ajudar os cinfanenses”, disse Armando Mourisco.

Desde o início da pandemia que a autarquia tem vindo a “apoiar nas diversas áreas e setores” o tecido económico do concelho e o lado social, na saúde e educação, o que, “tudo somado, dá efetivamente muito dinheiro”.

“Mas como o município não deve nada a ninguém e tem as suas contas em dia estamos a fazer aquilo que é a nossa competência e nossa obrigação”, defendeu o autarca, que quer “promover uma economia circular, porque é mais importante do que entregar dinheiro”.

O programa “Comprar em Cinfães”, agora lançado pela autarquia, “é um incentivo às compras em todo o tipo de comércio local” e, por cada 10 euros de compras no comércio local, a pessoa receberá um cupão que será depositado numa tômbola.

“Vamos fazer um sorteio para entregar vales de 100 euros em compras novamente no comércio local e isto vai ser por um ano para criar novos hábitos no nosso consumo, de forma a promover a nossa economia local”, explicou.

Armando Mourisco adiantou que, no Natal, “as habituais lembranças nas escolas são um vale presente de 20 euros para cada um dos cerca de mil alunos que terá de ser gasto no comércio local, seja em brinquedos, material escolar ou informático ou em roupa, no que for, porque assim ficam mais 20 mil euros no comércio” de Cinfães.

Até ao momento, um dos setores mais afetados tinha sido o da construção civil, “porque muita gente trabalhava em Espanha, Bélgica ou França e são países que também suspenderam a atividade” e, atualmente, o concelho tem mais 60 a 70 desempregados do que antes da pandemia”.

“Números que nos preocupam, até porque acreditamos que ainda vão aumentar, embora inicialmente o nosso cenário fosse mais negro do que se está a verificar, por enquanto, e vamos fazer um esforço para que não aconteça”, assumiu.

Agora, a construção civil “está com mais força, também pelas obras que a autarquia tem a decorrer”, e o que preocupa o autarca é o setor da restauração, que “vive muito das pessoas do norte e centro do país que visitam o concelho e querem degustar a famosa vitela arouquesa”.

“Fomos apanhados de surpresa com o recolher às 13:00 ao fim de semana e os nossos prejuízos são muito avultados na restauração e nem o ‘take-away’ o faz sobreviver, porque esse é consumido pelos cinfanenses e os restaurantes ao fim de semana são frequentados por muita gente de fora” do concelho.

Assim, Armando Mourisco adiantou que está a estudar um conjunto de medidas para apresentar na reunião do executivo em dezembro, “para que, a partir de janeiro, se possa apoiar por algum tempo a restauração e o turismo”, e “os produtores locais de produtos endógenos”.

“Queremos manter os nossos postos de trabalho, porque estamos a falar na ordem das centenas de empregos, em que todas as ajudas são importantes, não só dar dinheiro, como manter a economia circular”, disse

 

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