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Autárquicas/Viseu: Fernando Ruas (PSD), o “bom filho” que quer tornar a casa

Contrariando o ditado chinês “não volte a um lugar onde foi feliz”, o economista e deputado parlamentar Fernando Ruas (PSD) quer sentar-se novamente na cadeira de presidente da Câmara de Viseu, que já foi sua durante 24 anos.

“Eu prefiro o ditado português que diz ‘o bom filho à casa torna’. É isso que eu quero fazer, com a segurança e, sobretudo, com a consciência de quem não precisa de mais poder”, afirma Fernando de Carvalho Ruas, que foi presidente da autarquia entre 1989 e 2013.

Nas eleições autárquicas de 2013, Fernando Ruas não pôde voltar a candidatar-se devido à lei de limitação de mandatos. Almeida Henriques foi o candidato vencedor do PSD, que ficou à frente dos destinos do município até abril deste ano, quando morreu na sequência de complicações provocadas pela covid-19.

A morte de Almeida Henriques deixou o PSD sem candidato. Com o apoio das estruturas locais, distritais e nacionais do partido e depois de ter recebido mensagens de munícipes a pedirem que se candidatasse, Fernando Ruas, de 72 anos, aceitou o desafio.

“Quero fazê-lo estribado numa obra que é mensurável, apreciável, passível de ser criticada. Isto deixa-me muito à vontade”, admite Fernando Ruas, que também foi presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (de 2002 a 2013) e eurodeputado (de 2014 a 2019).

O deputado da Assembleia da República por Viseu e presidente da Comissão Parlamentar de Administração Pública, Modernização Administrativa, Descentralização e Poder Local está confiante nos resultados, porque os viseenses sabem naquilo em que consistiu o seu trabalho.

“Podem até, penso que com muito carinho, chamar-me o homem das rotundas e eu fico muito feliz. As obras estão cá”, realça, lembrando, por exemplo, que a circunvalação tinha apenas um troço quando chegou à Câmara de Viseu.

Fernando Ruas pensa como o padre António Vieira: “Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras”.

Àqueles que veem os seus 72 anos como uma desvantagem, o economista responde que “não aceitaria este desafio se pensasse que a cidadania tinha idade”.

Na sua opinião, para bem da sociedade, devem-se “caldear as gerações, dar-lhe esse caráter intergeracional e ninguém está com dificuldade por ter mais esta ou aquela idade”.

“Sinto-me fresquinho, caso contrário, não aceitaria um desafio como este”, diz, depois de contar que corre habitualmente sete quilómetros por dia.

O desejo que tem para o concelho onde nasceu (na aldeia de Farminhão) é que continue a crescer e a atrair população, mantendo Viseu “como a maior cidade de interior”.

Lembra que, quando iniciou o seu primeiro mandato, o concelho de Viseu tinha 82 mil habitantes e, quando saiu da Câmara, tinha 100 mil habitantes, o que considera “um bom prenúncio”.

“Um cidadão viseense deve nascer aqui com dignidade, viver aqui com dignidade e também morrer aqui com dignidade”, afirma.

Fernando Ruas conta que, mesmo quando estava no Parlamento Europeu, em Bruxelas, viajava todos os fins de semana para a sua casa no concelho que nunca lhe sai do coração.

Se pudesse decidir o resultado das próximas eleições autárquicas, escolheria 9-0, mas admite que tal não será possível.

Nas eleições autárquicas de 2017, o PSD conseguiu 51,74% dos votos (seis mandatos) e o PS 26,46% (três mandatos).

Quando venceu pela primeira vez as eleições autárquicas, em 1989, Fernando Ruas tirou o CDS do poder, mas ficou em maioria relativa, com 38,4% dos votos.

“Isso não constituiu um problema, mas espero que, desta vez, os viseenses não me ponham nesta condição”, refere Fernando Ruas que, no seu percurso, também ocupou cargos partidários, como o de presidente da Mesa do Congresso do PSD.

Nas eleições autárquicas seguintes, o candidato aumentou as votações e conseguiu maiorias expressivas. A última vez que concorreu, em 2009, obteve 62,06% dos votos (sete mandatos). O PS, cuja lista foi encabeçada por Miguel Ginestal, teve 26,3% (dois mandatos).

Em setembro de 2013, na última Assembleia Municipal de Viseu em que participou, o economista aproveitou para anunciar que deixaria um saldo orçamental para a gerência seguinte superior a 22 milhões de euros, que permitiria pagar quase toda a dívida de médio e longo prazo.

 

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