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Continuam investigações para apurar explosão na fábrica de pirotécnia em Lamego

Os agentes do Departamento de Armas e Explosivos da PSP preparam- -se para, muito em breve, interrogar Celeste Sequeira, viúva de Egas Sequeira, proprietário da pirotécnica de Avões, Lamego. O empresário morreu nas explosões de 4 de abril, que arrasaram por completo a empresa, causando 7 vítimas.

A investigação da Polícia de Segurança Pública, iniciada logo nos momentos que se seguiram às explosões em Avões, visa apurar a causa direta dos rebentamentos mortais e identificar exatamente a quantidade de explosivos que se encontravam no interior da empresa Egas Sequeira Pirotécnica no momento em que a mesma ficou destruída.

Celeste Sequeira, de 50 anos, saiu das instalações da empresa do marido momentos antes da tragédia ocorrer.

Consigo estava a filha Mónica, de 27 anos, que também ficou viúva na tragédia. David Miguel Mendes, de 37 anos, genro de Egas e Celeste Sequeira, ficou na empresa e veio a morrer.

Os investigadores da PSP querem saber com exatidão que trabalhos estavam a ser feitos no momento dos rebentamentos. A laboração do dia já teria terminado e as explosões terão ocorrido quando se procedia ao carregamento ou descarregamento de viaturas com caixas de pólvora. As sucessivas detonações ocorreram devido a causas que permanecem por apurar.

A PSP espera ter conclusões finais da investigação no espaço de duas a quatro semanas.

 

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