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Receita de bilheteira da Feira de Tondela reverte para movimentos associativos

A receita da bilheteira da Feira da Indústria e Comércio de Tondela (Ficton) deste ano reverte para os movimentos associativos que nos últimos dois anos foram afetados pelos incêndios, anunciou hoje o presidente da Câmara.

“Entendemos destinar o resultado das bilheteiras para apoiar o movimento associativo”, disse José António Jesus, apontando para o “incêndio de outubro de 2017, no qual foi totalmente consumido o edifício da associação da Gândara”, e para a “tragédia, poucos meses depois, que ocorreu em Vila Nova da Rainha e que também destruiu a associação”.

Na conferência de imprensa da apresentação da 27.ª edição da Ficton, o autarca adiantou que o preço para o evento é de dois euros por dia, sendo que, dos seis dias, “somente três são pagos”.

E “tirando os impostos que a Câmara terá de pagar sobre a receita, o valor será em absoluto para as associações” que “estão em diálogo permanente para decidirem se vão renascer em edifícios diferentes ou se se vão unir num só”.

José António Jesus contou ainda que “também a bilheteira da supertaça feminina de futebol, entre o Benfica e o Sporting de Braga, no domingo, reverterá para o mesmo fim”. O custo de entrada no Estádio João Cardoso é “pelo preço simbólico de um euro”.

O autarca revelou que, em 2018, a Ficton teve uma receita de bilheteira “superior a 20 mil euros”.

“Este ano colocamos a Ficton num período mais curto (…), porque na terça-feira, 17, na zona onde se realiza a Ficton, também se inicia o ano escolar. Sabemos bem do constrangimento que pode representar ter a Ficton a decorrer em simultâneo com o ano letivo, principalmente quando a escola básica e a secundária ladeiam o espaço” do evento, clarificou.

Outra razão para não se antecipar ao fim de semana anterior é a realização da final da supertaça feminina de futebol e o Caramulo Motor Festival, ou seja, “percebe-se que não era possível antecipar a Ficton tendo em conta este calendário”, o que “não quer dizer que no futuro não volte a abranger dois fins de semana”.

A edição deste ano representa um investimento de “cerca de 250 mil euros” e, destes, “cerca de 100 mil destinam-se aos custos de produção e aos custos com artistas, todo o demais está associado à criação de infraestruturas necessárias para a realização” do certame.

A edição deste ano conta com a presença “de 41 indústrias e cerca de 30 stands de artesanato contemporâneo e tradicional, o que representará cerca de 170 stands, porque alguns utilizam mais do que um módulo para a sua exposição” e, por isso, são cerca de 80 expositores diferentes.

“A Ficton é uma festa para todos, respeitando a diversidade na oferta cultural, potenciando a identidade do território e projetando a singularidade das nossas gentes. A Ficton tem uma forte componente de afirmação industrial e não é de estranhar que ano após ano a solicitação para a ocupação dos stands no setor da indústria esgote a disponibilidade existente”, esclareceu.

José António Jesus disse ainda que, atualmente, “só no setor automóvel já são 1.900 colaboradores que diariamente trabalham em quatro grandes empresas do setor” instaladas em Tondela, no distrito de Viseu, e que “na área farmacêutica e laboratorial já são mais de 1.000”.

“Isto diz bem o que é que a Ficton representa e de como está enraizada na nossa região”, defendeu o autarca.

Durante os seis dias de feira, de dia 11 a dia 16, as noites musicais começam com artistas locais e fecham com os cabeças de cartaz deste ano e de âmbito nacional, como Ana Moura, Toy, Virgul, Amor Electro, Anjos e Karetus.

Lusa

 

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