Download http://bigtheme.net/joomla Free Templates Joomla! 3
Home / Notícias / Quais os cuidados a ter quando o fogo acaba?

Quais os cuidados a ter quando o fogo acaba?

A Direcção-Geral da Sáude, através da Administração Geral da Saúde do Centro, vem em comunicado alertar para os cuidados a ter quando o fogo acaba. Desenvolveram um guia com o que é essencial para gerir uma situação destas. “A vivência de uma situação traumática como é o caso dos incêndios que têm afetado o nosso País impõe alguns cuidados de saúde e atenção redobrada a certos sinais”:

MEDIDAS DE PROTEÇÃO DE SAÚDE PÚBLICA

Se estiver sem abastecimento de água potável, recomenda-se:
– Utilizar água engarrafada para ingestão e confeção de alimentos.
– Preparar alimentos consumidos crus com água desinfetada com cloro (duas gotas de lixívia por um litro de água).
– Utilizar a água de poços, tanques e ribeiras apenas para rega e lavagens.
– Utilizar água potável para lavagem de dentes (desinfetada com cloro, fervida ou engarrafada.
– Antes de voltar a utilizar a água dos poços e furos, aconselha-se com o seu o delegado de saúde. Poderão ser solicitadas
análises da água aos furos e poços. Confirmada a sua potabilidade, pode ser utilizada.
– Ficar atento às informações da câmara municipal ou da entidade distribuidora de água.
– No caso de os sistemas de tratamentos de águas residuais individuais (exemplo: fossas sépticas) não estarem em condições de utilização, contactar a câmara municipal da sua zona.

Cuidados a ter com os resíduos urbanos (lixo doméstico):

– Devem ser colocados em sacos devidamente fechados.
– Os sacos com os resíduos devem ser colocados em contentores bem fechados. Na impossibilidade, devem ser utilizados recipientes rígidos com tampa.
– Fique atento às informações da câmara municipal ou da
entidade gestora dos resíduos.

OUTROS CUIDADOS A TER

A nível individual
– Permanecer duas a horas por dia num ambiente fresco ou com ar condicionado.
– Aumentar a ingestão de água.
– Em períodos de maior calor, tomar um duche de água tépida ou fria – evitar mudanças bruscas de temperatura.
– Diminuir esforços físicos e repousar frequentemente em locais frescos e arejados.
– Não hesitar em pedir ajuda a um familiar ou a um vizinho no caso de se sentir mal ou de solidão.
– Cumprir a medicação de acordo com a prescrição, mantendo-a em locais frescos e ter reserva de medicamentos. Não tome medicamentos por sua iniciativa.
– No caso de haver poeiras no ar, utilizar máscaras de proteção ou lenços húmidos.

Os grupos considerados mais vulneráveis são: crianças, idosos, doentes crónicos; acamados e/ou imobilizados, habitantes isolados e trabalhadores expostos ao sol.

A nível familiar

– Privilegiar uma alimentação variada e equilibrada e em quantidades adequadas, favorecendo o consumo de alimentos
com elevado teor de água (sopas, fruta, e sumos naturais).
– Evitar a permanência em viaturas expostas ao sol.
– Dar especial atenção a crianças, doentes, idosos e também a animais.
– Contactar sempre que possível familiares e amigos. Perceber se necessitam de algum tipo de apoio.
– Se houver familiares a fazer medicação, assegure-se de que não a interrompem e que seguem a prescrição médica.

A nível comunitário

– Adequar comportamentos de proteção face aos alertas.
– Recorrer a canais de comunicação imediata (telemóvel, internet, redes sociais, rádio, televisão).
– Seguir as recomendações das autoridades.
– Identificar vizinhos em situação crítica (doentes, idosos, debilitados) e alertar as autoridades competentes.
– Em caso de emergência contactar o 112 e Saúde 24 (808 242424). Os técnicos da Saúde 24 farão o aconselhamento e a triagem das situações expostas. Mais informações podem ser recolhidas em www.dgs.pt.

APOIO EMOCIONAL: O QUE FAZER?

A saúde e o bem-estar psicológico podem ser afetados pelo vivenciar de uma catástrofe natural com a dimensão do incêndio de Pedrógão. As respostas emocionais são usualmente intensas e diferentes entre cada pessoa, quer seja criança, adulto ou idoso. Cada um, à sua maneira, pode sentir medo, ansiedade e até vulnerabilidade. Importa assim estar atento a alguns sinais e conhecer as respostas que permitirão lidar com a situação de forma mais eficaz.

CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Cada um experiencia o que aconteceu à sua maneira, mas é usual sentirem-se:
• tristes, ansiosos e preocupados com o que pode vir a seguir.
• com vontade de chorar ou de bater em alguém.
• irritados e zangados com o que aconteceu.
• com medo de que volte a haver um incêndio ou que alguém desapareça, ou com medo de serem separados da família e dos amigos.
• com vontade de não largar os pais, irmãos, amigos ou professores “nem por um segundo”. Ou, por outro lado, com vontade de ficarem sozinhos, longe de todos.
• confusos por a rotina do dia-a-dia ter sido temporariamente alterada.
• doentes, com dores de cabeça ou dores de barriga.

Como se pode ajudar?

– Falar sobre o que aconteceu e sobre receios e preocupações.
– Aceitar que está a sentir coisas que não costuma e que esses sentimentos são dolorosos.
– Encontrar forma de fazer atividades com familiares e amigos, coisas de que goste.
– Lembrar que não é responsável ou culpado pelo que aconteceu à sua volta
– Normalmente, as respostas emocionais intensas ao acontecimento começam a desvanecer-se após algumas semanas.

ADULTOS

O choque e a negação são respostas imediatas normais. Os sentimentos podem tornar-se intensos e imprevisíveis. Pode
sentir-se mais irritável do que o habitual e ter mudanças de humor repentinas. Sentir-se particularmente ansioso, nervoso, assustado, angustiado ou muito triste. Os padrões de pensamento e comportamento podem ser afetados. Pode haver memórias vividas e repetidas do incêndio. Estas podem ocorrer em qualquer altura e levar a reações físicas (coração acelerado ou suar). Pode sentir dificuldade de concentração ou de tomar decisões, de dormir e de comer. As relações interpessoais podem tornar-se tensas: discutir com familiares ou amigos, isolar-se, sentir-se incapaz de agir ou de tomar
providências para responder às necessidades. Podem surgir dores de cabeça ou náuseas.

Como se pode ajudar?

– Aceitar que as emoções intensas são parte da resposta normal ao impacto emocional e ao stresse causado pelo incêndio.
– Por muito dolorosos que sejam, os sentimentos intensos tendem a diminuir. É preciso expressá-los a outra pessoa ou recorrendo ao apoio profissional especializado.
– Dar tempo para a adaptação e para o luto pelas perdas – materiais, emocionais ou de um ente querido. Dormir bem, comer bem, fazer exercício (mesmo que seja a “última coisa que apeteça”). É importante para o bem-estar psicológico.
– Partilhar emoções com outras vítimas do incêndio.
– Voltar à rotina e às atividades habituais (ou estabelecer novas rotinas).

IDOSOS

Nos idosos poderão surgir estados de confusão e até de desorientação. O medo de ser colocado num lar ou fora do local de
residência, o isolamento, apatia ou raiva são frequentes nestas situações. O tempo de recuperação, o regresso à normalidade, pode levar mais tempo, pelo que o apoio de familiares e de toda a comunidade é fundamental. É importante que familiares e cuidadores ajudem os idosos a regressar às suas rotinas e que permaneçam disponíveis para falar as vezes necessárias sobre o ocorrido.

COMUNIDADE

Quando uma comunidade é atingida por um desastre natural, como este incêndio, mesmo os que não foram vítimas diretas podem sentir-se psicologicamente afetados. Saiba como pode ser ajudado ou ajudar.

Como se pode ajudar?

– Organizar o apoio logístico às pessoas da comunidade.
– Não criticar, mas incentivar para se continuar e melhorar o apoio.
– Participar nas manifestações comunitárias de dor e pesar, já que são a expressão do sentimento de todos.
– Pedir informação junto das instituições que coordenam a resposta à ajuda sobre como podem também contribuir.
– É importante cuidar de cada um. Quando cada pessoa cuida de si, está a cuidar também da comunidade.

 

Pode ver também

Desportiva de Sátão quer lutar pelos primeiros lugares do campeonato

No arranque de mais uma época de futebol do Campeonato Distrital da Divisão de Honra …

Comente este artigo