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Pedro Dias só quer/vai falar depois de chegarem todos os relatórios pedidos

Com o julgamento de Pedro Dias quase a chegar ao fim, ainda não foi esta sexta-feira que o arguido prestou declarações sobre a sua versão da história.

A advogada de defesa, Mónica Quintela, adiantou que isso deverá acontecer na sessão, agendada para 15 de fevereiro, se não houver alterações.

Porquê? Porque Pedro Dias só quer falar depois de todos os relatórios pedidos pelo tribunal (o relatório final à perícia ao estado de saúde do militar da GNR alegadamente baleado pelo arguido e o relatório social com o perfil psicológico e social de Pedro Dias) à Direção-Geral de Reinserção Social estiverem finalizados.

Mónica Quintela garantiu ainda aos jornalistas que em causa não está nenhuma “estratégia processual”.

A 8ª sessão do julgamento, realizada hoje, quis ouvir Catherine Azevedo, a namorada do GNR alegadamente assassinado por Pedro Dias, Carlos Caetano, a por causa do pedido de indemnização.

Segundo as suas declarações, Catherine e Carlos Caetano eram divorciados mas viviam um relacionamento quase às escondidas por causa dos seus “sogros” não aceitarem a relação de ambos. Ainda assim, em 2016, tinham tudo encaminhado para voltarem a viver juntos. Contraíram um empréstimo para recuperar uma casa que Carlos Caetano tinha comprado para viverem juntos. Contudo, Catherine Azevedo admitiu que o militar lhe pediu que caso lhe acontecesse alguma coisa tudo o que fosse dele para ser dado aos pais. Versão que os pais do militar assassinado contestaram, não concordando na sua maioria.

No início da 8ª sessão, foi lido o curto depoimento que Lídia da Conceição, sequestrada por Pedro Dias, prestou ao Ministério Público afirmando que reconheceu o homem que a sequestrou em Moldes graças à televisão.

Mónica Quintela adiantou que não houve qualquer tentativa de homicídio por parte de Pedro Dias à senhora e que as perícias feitas revelaram-se importantes para a defesa do arguido já que comprovaram que o AVC que Lídia da Conceição sofreu “não tem nenhuma relação com os factos que tiveram lugar em Moldes”.

Em função do relatório pericial, Pedro Proença, advogado da família de Carlos Caetano e do militar da GNR António Ferreira, admitiu que a acusação por tentativa de homicídio de Lídia da Conceição possa não ir avante. Quanto às restantes acusações, o advogado de acusação acredita que não restam quaisquer dúvidas.

Pedro Proença confia que a justiça aplicará a pena máxima de 25 anos ao arguido Pedro Dias por todos os crimes que cometeu.

 

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