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Deputados do PS Viseu questionam Ministério da Saúde

O Serviço de Urgência Básica de Cinfães que integra o Agrupamento de Centros de Saúde
Tâmega I, Baixo Tâmega, encontra-se numa situação de colapso permanente decorrente de
uma grave desorganização e incapacidade de gestão.

Trata-se de uma situação recorrente e que se arrasta no tempo.

No passado dia 8 de janeiro, entre as 16H e as 20H, O Serviço de Urgência Básica que tem
como missão prestar serviços médicos de urgência e emergência, esteve durante 4 horas sem
médico, sendo que a única médica que terminou o turno das 16h constatando a inexistência de
qualquer médico que a substituísse, contatou e informou a respetiva ACES e ARS Norte.

Foi autorizada a abandonar os serviços, colocando-se assim em grave risco de vida a população.
Esta não foi a primeira vez que esta situação ocorreu, quando o hospital de referência (Centro
Hospitalar do Tâmega e Sousa) dista 50 Km, percorridos em estrada muito sinuosa e num lapso
de tempo mínimo de uma hora.

No período de Natal e Ano Novo e durante 3 semanas esta mesma SUB esteve sem serviços
informáticos obrigando a todas as fichas de inscrição e subsequentes registos médicos e de
enfermagem fossem em formato papel, provocando demoras desnecessárias no atendimento e
socorro e motivando igualmente a sua circulação mão a mão, entre administrativos, auxiliares,
médicos e enfermeiros e inerente risco de trocas que poderiam ser fatais.

No dia 4 de dezembro do passado ano, uma criança que apresentava convulsões sucessivas
aguardou 4 horas para ser transferida para o hospital de referência, por que inexistência de
INEM disponível e ausência de médico do SUB para o acompanhar em ambulância.

Para se perceber o estado dos serviços de saúde, o concelho de Sernancelhe e o seu Centro de
Saúde, que integra o Agrupamento de Centros de Saúde do Douro Sul, está há pelo menos 6
meses sem médico A população deste concelho, essencialmente idosa, tem necessidade de se
deslocar a um concelho vizinho, que dista 18 Km, ou a Viseu numa distância de 53 Km, para ter
acesso aos cuidados de saúde.

Ainda recentemente assistimos a uma manifestação pública de várias dezenas de utentes daquele Centro de Saúde manifestando-se contra a falta de médicos.

Assim, e ao abrigo do disposto na alínea d) do artigo 156.º da Constituição da República
Portuguesa, e da alínea d) do n.º 1 do art.º 4.º e nos termos do art.º 229º, ambos do Regimento
da Assembleia da República, venho através de V. Exa, perguntar, em nome do Grupo
Parlamentar do Partido Socialista, ao Senhor Ministro da Saúde:

Existe na ARS Norte algum processo de averiguação dos factos apontados, quer na unidade
de saúde de Cinfães quer em Sernancelhe?

1. Qual é o numero de utentes com médico de família num e noutro caso, e quantos não têm
acesso a esse recurso?

2.Que medidas tenciona tomar para resolver

3. estas situações?

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