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BE com cartaz polémico

O Bloco de Esquerda lançou um cartaz  com a imagem de Jesus Cristo, que segundo o partido político poderá motivar polémica. Mas considera-a “bem-vinda”, porque leva as pessoas a discutirem o tema.

Segundo noticia o Público o Bloco de Esquerda já deverá ter espalhado pelas ruas do país um cartaz com a imagem de Jesus Cristo no qual se lê “Jesus também tinha dois pais”. Com um fundo cor-de-rosa e verde, pretende assinalar uma data: 10 de Fevereiro de 2016, o dia em que, recorda também o cartaz, o “Parlamento termina discriminação na lei da adopção”.

O cartaz é apenas uma das peças de uma campanha do Bloco que inclui ainda um outdoor, no qual se lê a palavra Igualdade, acompanhada de desenhos que representam diferentes tipos de famílias. Para além disso, haverá ainda autocolantes e está prevista uma sessão pública para discutir o tema. Os bloquistas pretendem convidar pessoas de organizações e de associações, entre outros participantes, que, de alguma forma, estejam ligados à causa. Em breve anunciarão a data e os oradores desta sessão.

A ideia do cartaz com a imagem de Jesus Cristo não pretende ofender nem a Igreja nem a religião, garante a deputada do BE Sandra Cunha. É apenas, diz, uma forma de “mostrar às pessoas” que “sempre existiram famílias diferentes” e que essa não é uma realidade “nova nem recente”. Os dois pais a que se refere o cartaz são, especifica a deputada, “o pai espiritual e o pai terreno” de Jesus Cristo. Sandra Cunha sabe que “provavelmente” o cartaz vai gerar polémica, mas considera-a “bem-vinda”, porque faz com que as pessoas discutam o tema, defende.

O objectivo geral da campanha é assinalar o dia em que o Parlamento voltou a confirmar o diploma que legaliza a adopção por casais do mesmo sexo. Aadopção por casais gay já tinha sido aprovada antes na Assembleia da República, mas depois foi vetada pelo Presidente da República. Regressou, então, ao Parlamento, onde a 10 de Fevereiro, a maioria dos deputados reconfirma o sentido da sua votação. Cavaco foi, assim, obrigado a promulgar o diploma.

“A campanha marca esta conquista enorme do fim da discriminação na lei contra famílias e crianças por causa da orientação sexual das pessoas. É uma conquista histórica da sociedade portuguesa. Mas consideramos que, apesar de esta conquista na lei ter sido o culminar de uma série de reivindicações, importa ainda continuar esta batalha na sociedade: mudar mentalidades, destruir preconceitos, chamar a atenção para estas questões”, explica Sandra Cunha, para quem ainda é preciso fazer “corresponder o fim da discriminação na lei” às mentalidades e à sociedade.

Para a deputada, ainda há também “bastante a fazer” a nível legislativo no que respeita à identidade de género. Por isso, nota, o Bloco está a trabalhar em projectos precisamente com o objectivo de “pôr fim à discriminações com base na identidade de género”.

Na votação que confirmou os diplomas, a adopção por casais do mesmo sexo contou com uma maioria de 137 deputados a favor, sobretudo da esquerda parlamentar, 19 deputados do PSD (entre eles Paula Teixeira da Cruz e Teresa Leal Coelho) e o deputado do PAN, André Silva.

Este cartaz tem motivado reações nas redes sociais, desde que a notícia foi publicada na noite desta quinta-feira.

 

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