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Após os incêndios de 2017, arte rupestre e moinhos de Tondela estão recuperados

O Circuito Interpretativo da Estação de Arte Rupestre de Molelinhos e os Moinhos de Souto Bom, em Tondela, estão novamente visitáveis, depois de terminadas as obras de recuperação necessárias na sequência dos incêndios de outubro de 2017.

Os danos provocados pelos incêndios levaram a Câmara de Tondela a suspender temporariamente as visitas aos dois locais.

“Estas obras foram executadas em cerca de 20 dias úteis, tendo ficado prontas ainda no final do ano passado. O que demorou mais tempo foi a definição da atribuição do Fundo Social da União Europeia (FSUE), bem como a aprovação das candidaturas”, disse hoje à agência Lusa o presidente da autarquia, José António Jesus.

O investimento nas duas intervenções foi de cerca de 140 mil euros, sendo 110 mil euros da candidatura ao FSUE e o restante referente a seguros.

Segundo o autarca, no Centro Arte Rupestre de Molelinhos, no lugar da Carvalheira, “as obras incidiram especialmente na reconstrução do edifício de acolhimento e das plataformas”, tendo também sido feita “a conservação preventiva dos painéis”.

Nos Moinhos de Souto Bom, em Caparrosa, “foi também reconstruído o edifício de apoio idêntico ao que existia, assim como as estruturas de acesso”, acrescentou.

José António Jesus disse que “estas duas infraestruturas culturais ficaram encerradas durante dois anos” devido aos incêndios e que, “apesar de esta calamidade ter sido do conhecimento de todos, foram frequentes os contactos para agendamento de visitas guiadas aos locais”.

“A Estação de Arte Rupestre de Molelinhos é muito procurada pela comunidade científica, especialmente na área da Arqueologia. É muito visitada por grupos vindos de escolas, desde o ensino básico ao secundário, mas também universitários”, contou o autarca, acrescentando que, “aos fins de semana, é mais procurada pela comunidade local e regional”.

Em Caparrosa – acrescentou – os Moinhos de Souto Bom “recebem visitantes de todo o país”.

“É um local fortemente procurado por turistas, sendo também um local de passagem privilegiado por um dos nossos percursos pedestres que ganhou o nome deste espaço”, referiu.

A Estação de Arte Rupestre de Molelinhos foi descoberta em 1932 pelo investigador local, António Almiro do Vale, que na altura era médico em Tondela.

Segundo a autarquia, “a estação é composta por seis painéis de fratura, integrados numa plataforma de xisto, constituindo uma área total de 500 metros quadrados, cujo reportório figurativo se situa no Bronze Final e o início da II Idade do Ferro”.

“Entre outubro de 2013 e janeiro de 2014 foi implementado o projeto de musealização da Estação de Arte Rupestre de Molelinhos, tendo por bases o estudo arqueológico e a conservação”, e como finalidade “a proteção e a recuperação patrimonial, aliada à sua promoção cultural”, explica.

Este projeto – que abriu ao público em 2015 – “assenta num percurso, arquitetonicamente delineado, desde o estacionamento às estruturas metálicas, permitindo a visita aos elementos arqueológicos”.

Já os Moinhos de Souto Bom, inaugurados em 2009, integram o projeto “Os Ambientes do Ar”, estruturado em torno de um conjunto de moinhos e da antiga escola primária.

“Neste projeto, foi possível requalificar um núcleo de sete moinhos localizados ao longo da Ribeira da Pena. Esta requalificação contemplou a construção de acessibilidades para aceder aos moinhos, criando plataformas ligadas com rampas que permitem, de forma integrada, estabelecer uma rede de circulação”, explica a autarquia.

Os moinhos continuam a moer, mas ganharam novas funções e, “enquanto núcleos de interpretação, permitem o desenvolvimento de uma componente pedagógica, centrada na relação do homem com o universo e com a natureza, a par da abordagem temática relativa às energias renováveis, á reciclagem, ao ambiente, à fauna e à flora”, sublinha.

 

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