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Rui Rio, disse em Viseu, que acha “curta” solução para voto dos isolados e defende mesas próprias

O presidente do PSD, Rui Rio, considerou esta quarta-feira, em Viseu, que é “curta” a solução anunciada pelo Governo para o voto dos eleitores em isolamento, com uma hora recomendada, e defendeu a colocação de mesas próprias para os que estão infetados.

“Primeiro entendo que é curto, esse espaço de tempo é muito curto, entre as seis e as sete, é muito pouco tempo. Depois acho que devia haver mais mesas, porque se houver mais mesas há mais dispersão das pessoas”, afirmou o líder do PSD à chegada a uma ação de campanha em Viseu.

Depois, acrescentou, gostaria que o Governo “explicasse, porque pode ter explicação para isso, porque é que “não vai haver mesas específicas e próprios apenas para aqueles que estão confinados e, particularmente, aqueles que estão infetados”.

“Isso era a solução que eu procuraria. Pode haver razões de ordem logística que não o permitem, eu não estou no Governo, não sei. Mas sinceramente aquilo que era aconselhável, primeiro era que as pessoas tivessem mais tempo e tivessem mesas próprias “, frisou.

Os eleitores que se encontrem em isolamento devido à covid-19 podem sair de casa para votar no dia 30 de janeiro, anunciou a ministra da Administração Interna, adiantando que o Governo recomendará uma hora específica.

“O período mais adequado será, provavelmente, a última hora, entre as seis (da tarde) e as sete”, declarou Van Dunem.

A decisão do Governo surge após ter chegado ao Ministério da Administração Interna o parecer do conselho consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o voto dos eleitores em isolamento devido à covid-19 nas eleições legislativas de dia 30.

Rui Rio acrescentou ainda que, as mesas próprias “permitiam, não só, que não tivessem contacto com outras pessoas como permitiam que os próprios membros da mesa se pudessem organizar de forma a estar muito distantes daqueles que vão chegar para votar”.

O líder social-democrata reiterou que as “pessoas deveriam votar seguramente”, considerando que isso é “unanimidade nacional”.

“As pessoas têm de votar, agora têm de votar em segurança para os outros e para si próprios (…) não sei qual é a razão pela qual não se faz isto. Poderá a razão ser porque se deixou para tarde e a más horas e já não há tempo, não sei se é essa a razão, mas isso é que seria aconselhável”, frisou.

Na sua opinião, a solução anunciada pelo Governo é “um remedeio” e que “pior do que isto era as pessoas não poderem votar”, em qualquer circunstância, mesmo que fossem poucos, que fará agora que são muitos”, agora, a “organização é deficiente, sinceramente é deficiente”.

“Acho que essa separação era muito importante, repito, para todos e, em particular até para quem está nas mesas”, frisou.

Salientou ainda que espera que este processo não leve a uma maior abstenção porque tem visto “as pessoas a fazer a sua vida na rua de uma forma razoavelmente normal e não vê “razões para não o fazerem no momento do voto”, agora, podia era ser feito com mais segurança”, sublinhou.

 

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