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Igreja dos Terceiros abriu portas aos jovens para noite de partilha sobre Taizé

Os estudantes da Escola Secundária Emídio Navarro, da Escola Secundária Viriato e jovens da Paróquia do Viso, que participaram na viagem a Taizé, partilharam o seu testemunho na passada terça-feira, 24 de fevereiro, na Igreja dos Terceiros, em Viseu, no âmbito da já habitual Oração de Taizé, dando a conhecer à comunidade a experiência de fé e fraternidade que lá viveram.

A sua estadia, ao longo de uma semana (14 a 22 de fevereiro), foi marcada pela oração, pelo silêncio, pela comunhão e pela fraternidade e ficará na memória e no coração dos jovens, que nas partilhas e reflexões feitas foi notório que “necessitam, cada vez mais, na sociedade de hoje, de espaços e de tempo para se encontrarem com eles, com os outros e, sobretudo, para se encontrarem com Deus”.

Ao longo da noite, os jovens recordaram os momentos mais marcantes da semana vivida na comunidade de Taizé, na França, tendo destacado o ambiente de recolhimento, os cânticos meditativos e a vivência de uma fé simples e profunda, partilhada com milhares de jovens de diferentes países.

Estes alunos integraram um grupo de cerca de 600 alunos da Diocese de Viseu, acompanhados por 50 docentes, que viveram esta experiência no âmbito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC).

Nesta viagem participam estudantes das escolas secundárias dos concelhos de Viseu, Oliveira de Frades, Vouzela, Sátão, Penalva do Castelo, São Pedro do Sul, Mangualde, Fornos de Algodres e Tondela.

O professor Abel Dias, responsável pelo Secretariado Diocesano da Educação Cristã (SDEC), descreveu esta viagem como “uma bela experiência”. “Foi uma semana que nos marcou muito, sobretudo porque a comunidade propôs-nos uma pergunta, que está também presente na carta de Taizé e que podemos ler no Evangelho de São João, onde Jesus pergunta aos discípulos: “O que procurais?”. Foi essa pergunta que ecoou toda a semana em cada um de nós”, disse. Uma questão que os participantes tentaram responder através da “oração, do convívio e do trabalho”, questionando os desejos e os anseios interiores.

“Foi uma experiência bastante edificante, que nos permitiu, no início da Quaresma, voltarmo-nos para Deus, para os outros e para nós próprios, procurando descobrir as razões da nossa vida. Ou seja, tentar encontrar um verdadeiro sentido para a existência, onde Deus não é colocado à margem, mas integra plenamente o projeto de felicidade de cada um de nós”, acrescentou.

O docente reforça ainda que a ida a Taizé, proporcionada anualmente no âmbito da disciplina de EMRC, “tem-se revelado, ao longo dos anos, uma experiência de grande valor humano e espiritual”, assegurando que a iniciativa é para continuar, dada a sua relevância na formação integral dos jovens.

 

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