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Escola Agrária de Viseu iniciou curso de queijeiros

A sessão pública de abertura da escola de queijeiros decorreu ontem em Castelo Branco, sendo que os 21 formandos vão receber formação nas Escolas Superiores Agrárias de Castelo Branco e de Viseu.

A escola de queijeiros, uma ação formativa que decorre no âmbito do Programa de Valorização da Fileira dos Queijos da Região Centro, tem como objetivo a capacitação para o conhecimento das principais técnicas de produção de queijo de Denominação de Origem Protegida (DOP), nas regiões da Serra da Estrela, Beira Baixa e Rabaçal.

Para as 20 vagas disponíveis, foram recebidas 58 candidaturas, as quais foram sujeitas a um processo de seleção, sendo que no total foram admitidos 23 formandos e matriculados 21, 11 pertencentes à DOP da Beira Baixa, sete à DOP da Serra da Estrela e três à DOP do Rabaçal.

A ação é coordenada pelos Institutos Politécnicos de Castelo Branco e de Viseu e a formação vai ser ministrada pelas respetivas Escolas Superiores Agrárias destas duas instituições públicas de ensino superior.

“Este projeto é um dos melhores exemplos de coesão. Temos que voltar a ser um país produtor e temos que qualificar e restabelecer o que já temos e não andar a fazer multiplicações desnecessárias”, afirmou a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

A governante, que se deslocou a Castelo Branco, para presidir à sessão pública de abertura da escola de queijeiros, sublinhou que este tipo de iniciativas não produz efeitos imediatos, precisam de tempo para apresentarem resultados.

Realçou ainda o papel que as câmaras municipais tiveram neste projeto, bem como as instituições de ensino superior público, nomeadamente, os dois institutos politécnicos envolvidos, o de Castelo Branco e o de Viseu.

Ana Abrunhosa sublinhou também a importância que o Governo quer e está a dar aos setores agroalimentar e agroindustrial e à importância que estes têm para o país, onde o Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar (CATAA) instalado em Castelo Branco tem um papel fundamental.

Já a presidente da Associação do Cluster Agroindustrial do Centro (InovCluster), Cláudia Domingues Soares, referiu que este projeto é um bom exemplo da aplicação dos fundos regionais.

“O contexto que vivemos [pandemia] afetou este projeto que teve um conjunto de ações que se viram condicionadas. Tivemos que procurar alternativas para dar continuidade ao projeto e uma das soluções passou pelo digital”, disse.

Esta responsável sublinhou que no âmbito do concurso Vale Pastor foram atribuídos 15 vales no valor de 5.000 euros.

Trata-se de um concurso que visa atribuir um prémio monetário no valor de 5.000 euros a empreendedores que tenham concluído com sucesso a iniciativa Escola de Pastores, já instalados ou que se queiram instalar na atividade da agropastorícia para produção de leite e seu fornecimento a queijarias que produzam queijos com DOP na região Centro.

Já sobre o concurso Vale Pastor+, vão ser atribuídos 115 vales no valor de 2.500 euros, a empreendedores produtores de leite, que forneçam ou que queiram passar a fornecer este produto a queijarias com produção de queijo com DOP e que apresentem o leite de melhor qualidade.

“As escolas [de pastores e de queijeiros] são iniciativas que entendemos que deveriam repetir de uma forma sistemática”, defendeu.

O Programa de Valorização da Fileira do Queijo da Região Centro iniciou-se em 01 de janeiro de 2019, envolve um investimento total de 2,7 milhões de euros, sendo que 2,3 milhões correspondem a este programa, financiado em 85% pelo Centro 2020, e 428 mil euros dizem respeito à iniciativa Rota Turística e Gastronómica Queijos da Região Centro, financiada em 65% através do Valorizar.

Na globalidade, o projeto envolve um total de 14 entidades da região Centro, das quais quatro comunidades intermunicipais (Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, Região de Coimbra e Viseu Dão Lafões), cinco associações do setor, dois institutos politécnicos (Castelo Branco e Viseu) e o Centro de Biotecnologia de Plantas da Beira Interior.

A iniciativa abrange a produção de queijos DOP da Serra da Estrela, da Beira Baixa e do Rabaçal.

 

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