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Pandemia faz vibrar o mercado dos brinquedos sexuais

A pandemia da Covid-19 foi impactante em todos os mercados e para todos setores. Se por um lado criou novas necessidades, por outro acentuou tendências que já se manifestavam. Por vezes estes dois fatores combinaram-se para produzir uma realidade explosiva.

Foi exatamente isso que se passou com as sex shop online e um mercado onde os tabus estão cada vez mais no passado.

O conceito de sex shop online já estava bastante presente nas nossas vidas. O fato de se poder comprar à distância sempre foi uma vantagem para estas lojas, já que este é um mercado onde os clientes preferem manter alguma discrição.

Mercado de “sex toys” cresce com distanciamento

Com a pandemia, os brinquedos sexuais foram peças muito importantes na vida íntima de milhões de solteiros e casados.

Impossibilitados de conviver, afastados pela distância ou apenas motivados pela necessidade de apimentar a sua relação, muitos foram os que se deixaram seduzir pelos brinquedos sexuais.

Prova disso, são os dados reportados pelos empresários do meio no nosso país, que referem em alguns casos aumentos de venda de 600% entre 2019 e 2020.

Pedro Correia, especialista em brinquedos sexuais da sex shop online – Vibrolandia, confirma a tendência de boas vendas, apontando os “homens dos 25 aos 45 anos” como os clientes mais fiéis da sua sex shop online, em declarações ao jornal Correio da Manhã.

Mas este é um mercado que se tem diversificado. Nos últimos anos, mais mulheres têm mostrado o seu interesse em brinquedos sexuais, o que, por sua vez, se tem refletido na criação de mais empresas e produtos específicos para elas. Isso, consequentemente, tem valorizado um mercado que também tem suscitado a atenção de várias caras conhecidas.

Cara Delevingne, modelo e atriz, é uma das mais recentes investidoras neste mercado, tendo-se tornado co-proprietária da Lora DiCarlo, empresa da qual também é conselheira criativa.

Dakota Johnson, por seu turno, investiu na Maude, uma marca ligada ao “bem-estar e saúde sexual”. Dakota é sócia e co-diretora criativa da marca.

A tútulo de curiosidade, refira-se que Dakota Johnson é a grande estrela de “Fifty Shades of Grey”, um filme que se tornou de culto e que abriu o mercado dos brinquedos eróticos ao grande público. E essa abertura a um público mais abrangente, mas não menos interessado, tem tradução nos números.

Indústria valorizada em 33,64 milhões de dólares

O setor dos brinquedos sexuais valorizou-se em 33,64 mil milhões de dólares, de acordo com um relatório do Grand View Research citado pelo jornal Público. Segundo a publicação, o relatório antecipa uma taxa de crescimento neste mercado de 8,04% de 2021 a 2028.

Outro relatório – este da autoria da Technavio – citado pelo Público, confirma a ideia, afirmando que o “mercado global de brinquedos sexuais deve crescer 9,83 mil milhões de dólares americanos” entre o ano de 2020 e o ano de 2024.  Convém sublinhar que esta é uma tendência que já vinha em crescimento desde o ano de 2019.

Todos estes números são significativos e revelam um crescimento sustentado que deu mais um pulo durante a pandemia da Covid-19.

O mundo parou, a economia arrefeceu, mas o desejo sexual nem por isso, pelo que os números continuaram a crescer este mercado. Até porque para muita gente, a pandemia foi sinónimo de isolamento e distanciamento social e a resposta a isso foi o prazer através da descoberta e auto-conhecimento sexual, nos quais os brinquedos sexuais podem ter um papel importante – ideia que tem sido defendido por vários especialistas na matéria.

Quais serão as tendências do futuro? Tudo indica que este mercado continuará a crescer. Não só suportado pelo público de sempre – maioritariamente heterossexual, do género masculino– mas também por novos públicos, como as mulheres e o público gay. As lojas estão cada vez mais inclusivas e com ofertas para todos os gostos, feitios e identidades sexuais.

A pandemia da Covid-19 marca, sem dúvida, um antes e um depois no mundo das lojas que vendem brinquedos sexuais, em particular naquelas que já apostavam nos canais digitais.

Estamos a viver uma nova revolução sexual, cada vez mais apoiada na tecnologia e com infinitas novas potencialidades. Neste contexto, as sex shops desempenham um papel importante, não só para servir desejos e fantasias antigos, como para abrir a porta as novas experiências. O fato de agora se poder comprar online e longe de olhares indiscretos é um verdadeiro convite a que os mais tímidos e tímidas conheçam este mundo que tem as portas cada vez mais abertas para todos e todas.

 

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