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Investimento de milhões dá “novo rosto” à Secundária de Latino Coelho

A Escola Secundária de Latino Coelho, em Lamego, vai ganhar um “novo rosto”, com a concretização do investimento mais elevado a efectuar em breve no conjunto dos estabelecimentos de ensino do Norte do país que o Ministério da Educação pretende requalificar. A Câmara Municipal de Lamego vai dar uma importante ajuda para a realização deste projecto que promete responder às novas exigências educativas e melhorar a vivência diária de cerca de 1000 alunos. Num investimento previsto de 4 milhões de euros, financiado em 85 por cento pelo FEDER, a autarquia garante 300 mil euros para solucionar, em definitivo, os problemas básicos que esta infraestrutura apresenta e que resultam do facto de não terem ocorrido, ao longo dos últimos anos, intervenções relevantes que visassem a sua modernização. O projecto e a empreitada são da responsabilidade deste Município que será o dono da obra.

Em concreto, os trabalhos vão abranger a intervenção total da cobertura de todos os edifícios que compõem a Escola Secundária Latino Coelho, com a colocação por exemplo de isolamento térmico e de um novo sistema de caleiras, a substituição integral das caixilharias, a instalação de novas redes de águas pluviais e residuais, a requalificação da rede eléctrica substituindo as luminárias por leds,a criação de um elevador no exterior e a remodelação do piso e do sistema de aquecimento. Também está prevista a colocação de piso sintético no campo de futebol desta escola secundária para a realização de actividades desportivas e a requalificação da envolvente exterior. Esta intervenção tem a ambição de servir os alunos do ensino secundário do concelho ao nível do melhor que existe no país e integra um conjunto de seis intervenções em escolas, estabelecidas entre o NORTE 2020 e a CIM DOURO.

“Não obstante, o montante de 4 milhões ter sido aceite”, o Presidente da Câmara de Lamego e da CIM DOURO, Francisco Lopes, considera que “este valor é reduzido para as reais necessidades da escola. É nosso entendimento que a componente de obra relativa à eficiência energética devia ser candidata a uma medida específica que existe, mas ela é reservada apenas à administração central, estando as autarquias impedidas de concorrer. Os quatro milhões disponíveis deviam ser afectos à remodelação da estrutura dos edifícios, mas também, por exemplo, à aquisição de equipamentos e à componente tecnológica”. A cerimónia de assinatura do acordo de colaboração, entre o Ministério da Educação e o Município de Lamego, para a modernização deste estabelecimento de ensino vai ter lugar em Mondim de Basto, amanhã, terça-feira.

 

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