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Hospital de Viseu: Restrição de visitas é para manter mas são desativas as medidas da gripe

O hospital de Viseu vai, a partir do final do dia de hoje, desativar as medidas adicionais que foram tomadas para controlar a infeção pelo vírus da gripe, mas manterá restrições nas visitas aos doentes internados.

O anúncio foi feito hoje, em conferência de imprensa, pela diretora clínica do Centro Hospitalar Tondela Viseu, Helena Pinho, segundo a qual, com as medidas tomadas, “a gripe baixou significativamente”.

Desde 09 de fevereiro que, devido ao aumento do número de casos de gripe, passou a ser permitida apenas a presença do acompanhante e de uma visita por doente e por turno de visita.

Neste período, o conselho de administração verificou que as infeções associadas aos cuidados de saúde diminuíram e, através de um inquérito feito a doentes internados e a profissionais, ficou a saber que estes eram “favoráveis à permanência apenas de um acompanhante e de uma visita ao mesmo tempo durante o período de visitas”.

Por isso, a partir de quinta-feira, continuará a haver restrição, podendo estar junto do doente o acompanhante e mais uma visita, “mas que, ao contrário do que estava a acontecer até agora, poderá rodar”, explicou Helena Pinho.

Depois de estar com o doente, o visitante poderá ir ao balcão de informações do átrio do hospital “entregar o cartão a outra pessoa”, que poderá subir para o quarto, onde “nunca deverá estar mais do que 12 pessoas ao mesmo tempo, ou seja, os quatro doentes e um acompanhante e uma visita por cada um”, acrescentou.

Segundo a responsável, um dos hábitos que havia era visitar “todas as pessoas da aldeia” que estavam internadas, sendo os visitantes veículos de transmissão de infeções entre enfermarias.

Para evitar essa situação, cada visitante poderá estar apenas com o doente cujo nome deu no balcão e “cada enfermaria terá uma cor de cartão-de-visita”, permitindo perceber facilmente “se alguém está a fazer batota”, referiu.

O inquérito foi respondido por 257 doentes (dos 354 que estavam internados) e por 690 profissionais (de um universo de mais de dois mil), durante cinco dias consecutivos.

“Fizemo-lo logo no início, porque queríamos apanhar os doentes que tinham tido a fase de ausência total de controlo de visitas e esta fase de restrição”, justificou.

Helena Pinho contou que os doentes mais velhos referiram “cansaço e muito ruído durante o período de visitas”, as mães de recém-nascidos disseram “que não conseguiam estabelecer relação com o seu próprio filho por lá estar tanta gente ao mesmo tempo” e os profissionais admitiram ter “muito melhores condições de trabalho”.

Outra mudança será a proibição de visitas de crianças com menos de 12 anos, exceto na maternidade, na neonatologia e na pediatria.

“Para além do risco para as crianças, o risco maior é para os próprios utentes”, alertou a diretora clínica, explicando que as crianças “têm doenças próprias que, quando transmitidas aos adultos, ainda por cima frágeis, levam a problemas gravíssimos”.

O conselho de administração decidiu também uniformizar o horário das visitas, que passam a ser sempre das 14:00 às 16:00 e das 18:00 às 20:00.

Isto porque, justificou o período alargado de quatro horas aos sábados, domingos e feriados “tornava os doentes exaustos”, levando-os a fazerem picos de febre, arritmias e a sentirem-se mal.

Segundo Helena Pinho, no passado, o controlo de visitas chegou a ser feito à entrada das enfermarias e também no átrio do hospital, mas não foi eficaz e levou mesmo a confrontos.

“Entendemos que é uma questão de saúde pública, de segurança dos doentes que nos são confiados quando são internados e que temos que responder ao que as pessoas disseram. E as pessoas disseram: ‘estamos melhor assim'”, frisou.

Filipa Almeida, adjunta da direção clínica e responsável pela Comissão de Controlo de Infeção e Resistência dos Antibióticos, lembrou que, na semana de 02 a 08 de fevereiro, houve 24 doentes internados que desenvolveram infeção pelo vírus da gripe, “o que é um número bastante elevado”.

“Isso alertou-nos para termos que tomar atitudes, restrição das visitas e implementação de algumas medidas adicionais de controlo de infeção, como o uso obrigatório de máscara nos cuidados diretos aos doentes”, contou.

De acordo com Filipa Almeida, no dia 11 de fevereiro foi atingido “o pico máximo de doentes internados com infeção pelo vírus influenza A e a necessitar de precauções adicionais de controlo de infeção”, que eram 89 doentes internados, sendo que, neste momento, há apenas 18 doentes internados por esse motivo.

“Existe uma atividade gripal francamente decrescente na região”, frisou.

Segundo Helena Pinho, as pessoas que se deslocam para consultas e visitas vão deixar de ter de andar com a máscara colocada.

No entanto, “deverão sempre, o ano inteiro, lavar as mãos antes de entrar e antes de sair”, porque “as infeções transmitem-se essencialmente pelas mãos”, alertou.

Lusa

 

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